Com exportações superiores a US$ 10,7 bilhões até setembro, estado mantém desempenho positivo no comércio internacional.

Goiás mantém sua posição de destaque no comércio exterior brasileiro, sustentado pela força do agronegócio, da mineração e da atividade industrial. Entre janeiro e setembro de 2026, o estado acumulou superávit de US$ 6,243 bilhões na balança comercial. Resultado de US$ 10,704 bilhões em exportações e US$ 4,461 bilhões em importações.
Os números, divulgados pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), evidenciam a relevância do mercado internacional para a economia goiana.
Somente em setembro, as exportações alcançaram US$ 1,019 bilhão, enquanto as importações somaram US$ 430 milhões, garantindo saldo positivo de US$ 589 milhões. O desempenho colocou Goiás na décima posição entre os estados brasileiros que mais exportaram no mês e na 13ª colocação em importações.
O resultado também revela a capacidade da economia estadual de gerar divisas. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, as exportações representaram aproximadamente 2,4 vezes o valor das importações, reforçando a contribuição do comércio exterior para a atividade econômica.
A pauta exportadora goiana continua fortemente associada à produção de commodities agrícolas e minerais, embora também reúna produtos de diferentes segmentos industriais. Os complexos de soja e milho, as carnes, as ferroligas e o ouro estão entre os principais itens comercializados internacionalmente. A relação inclui ainda gorduras e óleos animais ou vegetais, minérios de cobre e açúcar.
Essa composição evidencia a competitividade de Goiás em cadeias produtivas estratégicas, beneficiadas pela expansão da produção agropecuária, pela presença de importantes operações minerais e pela integração com mercados consumidores internacionais.
A China permanece entre os principais destinos dos produtos goianos, ao lado de Estados Unidos, Países Baixos, Canadá e Alemanha. Países asiáticos, como Índia, Paquistão, Tailândia e Indonésia, também integram a rede de compradores, assim como mercados do Oriente Médio e da América Latina.
A distribuição geográfica das exportações demonstra a importância dos municípios do interior para a geração de riqueza e a inserção internacional de Goiás. Rio Verde e Jataí, importantes centros do agronegócio, aparecem entre os destaques, ao lado de municípios com forte presença da mineração e da indústria, como Alto Horizonte, Ouvidor, Barro Alto e Crixás.
Também figuram entre os principais exportadores Mozarlândia, Itumbiara, Anápolis, Palmeiras de Goiás, Goiânia, Mara Rosa, Catalão, Mineiros e Senador Canedo. A presença desses municípios evidencia uma economia exportadora distribuída por diferentes regiões, com cadeias produtivas que movimentam transporte, armazenagem, serviços especializados e atividades industriais.
Do lado das importações, a pauta comercial evidencia a necessidade de insumos, componentes e tecnologias utilizados na produção industrial e agropecuária. Entre os principais produtos adquiridos no exterior em setembro estão partes e acessórios de veículos, enxofre, fertilizantes nitrogenados, motores, defensivos agrícolas e produtos farmacêuticos.
As compras internacionais também incluem materiais destinados a aplicações terapêuticas e diagnósticas, demonstrando a importância das importações para setores como saúde, indústria automotiva e produção agrícola. China, Estados Unidos, Índia, Suíça e Alemanha estão entre os principais fornecedores internacionais do estado. A lista inclui ainda Japão, Tailândia, Itália, Rússia, Argentina e Coreia do Sul, entre outros países.