segunda-feira, 15 de julho de 2024
Supermercados goianos perdem R$ 100 milhões com furtos

Supermercados goianos perdem R$ 100 milhões com furtos

Os supermercados goianos registraram R$ 100 milhões de perda do faturamento bruto em 2016 em decorrência de furtos, erros ou quebra operacional, de acordo com projeções da Associação Goiana de Supermercados (Agos). O resultado representa 2% do total faturado (R$ 5,1 bilhões) pelas redes varejistas em Goiás ano passado, um aumento de 0,10 ponto porcentual […]

22 de setembro de 2017

Furtos representam 2% do faturamento dos supermercados em Goiás, que foi de R$ 5,1 bilhões em 2016

Os supermercados goianos registraram R$ 100 milhões de perda do faturamento bruto em 2016 em decorrência de furtos, erros ou quebra operacional, de acordo com projeções da Associação Goiana de Supermercados (Agos). O resultado representa 2% do total faturado (R$ 5,1 bilhões) pelas redes varejistas em Goiás ano passado, um aumento de 0,10 ponto porcentual ante igual período do ano anterior. No Brasil, as perdas chegaram a R$ 7,1 bilhões no mesmo período, conforme dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

O total desperdiçado em perdas no setor equivale ao faturamento de uma rede supermercadista de médio porte. Se fossem faturados por uma única empresa, os R$ 100 milhões perdidos representariam a 13ª maior rede de supermercados de Goiás. Conforme o ranking da Abras, o setor supermercadistas goiano está em 12º lugar em faturamento no País, representando 1,5% do total do faturamento do setor, que foi de R$ 338,7 bilhões em 2016.

Para o presidente da Agos, Nelson Alexandrino, o elevado índice de desemprego e a queda da renda da população foram as principais responsáveis pelo crescimento da ocorrência de furtos, sobretudo de produtos como bebidas alcoólicas, carnes, produtos de higiene, perfumaria e chocolates. “A experiência nos mostra que em períodos mais difíceis da economia, isso ocorre. É assustador como têm crescido estas ocorrências em Goiânia”, diz Alexandrino ao EMPREENDER EM GOIÁS.

As pessoas que cometem furtos vão desde os clientes, funcionários, entregadores até conferidores. Têm crianças que são induzidas por adultos, além de senhoras e senhores de idade. Há também os prejuízos com os assaltos. Muitos empresários investem em sistemas de segurança, embora a maioria opte em contratar vigias, para tentar inibir a ação destas pessoas.

Brasil
O estudo da Abras identificou que 40,3% das empresas do setor ainda não possuem uma área de prevenção de perdas. No entanto, o número já foi muito maior no passado: era de 72% em 2012. “Temos muito trabalho pela frente ainda no setor em busca de rentabilidade e de crescimento, mas também temos muito trabalho como cidadãos, de trabalharmos para diminuir o desperdício dentro das nossas lojas”, comentou o presidente da Abras, João Sanzovo Neto.

O executivo ainda destacou a necessidade de redução de desperdício no caminho dos produtos até as lojas, sobretudo no caso de itens perecíveis. Ele avaliou positivamente, no entanto, o fato de que houve redução na comparação anual das perdas com itens como frutas, legumes e verduras, além de carnes.

COMO SE PREVENIR

Investir em segurança
A tecnologia permite hoje um maior controle sobre itens expostos nas lojas. No setor supermercadista, as etiquetas antifurtos adicionadas aos produtos são eficientes e protegem efetivamente contra furtos. Para eletrônicos, como celulares, tabletes e demais itens da categoria, há os cadeados eletrônicos, que permitem a experimentação do produto ao mesmo tempo em que o protegem. Sistemas de proteção para vitrines também são aliados na hora de prevenir perdas.

Pontos cegos
Muitas lojas possuem pontos cegos. São locais muitas vezes ocultados por uma coluna ou um display mal localizado, que dificultam a visão de seguranças, por exemplo. Os pontos cegos são decisivos em algumas situações, por isso, é importante mapeá-los e evitá-los, quando a logística permite. Para casos em que não se pode revertê-los, os circuitos internos de TV são ótimos aliados para monitoramento e contenção de comportamentos inadequados.

Gestão de estoque
A maior parte das perdas em supermercados está relacionada a quebras operacionais. Vencimentos de produto, quebras e violações ajudam a moldar este cenário. Para que isso não ocorra, uma gestão de estoque constante e eficiente é fundamenta. A realização periódica de inventários é fator-chave para diminuir este índice.

Controle eficiente
Quanto maior o controle sobre sua loja, menor o risco de perdas. Investir em softwares de gestão, que capturam dados sobre fluxo de pessoas e cruzam estatísticas, são importantes para que se tenha uma visão ampla das vendas e de onde podem estar ocorrendo os temidos prejuízos.
Fonte: Mauser Security

Wanderley de Faria é jornalista especializado em Economia e Negócios, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/FEA/USP - BM&FBovespa

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