terça-feira, 28 de maio de 2024
Depois de ficar quase sem caixa, GSA cresce até 20% ao ano

Depois de ficar quase sem caixa, GSA cresce até 20% ao ano

O Grupo GSA deve fechar o ano com faturamento acima de R$ 225 milhões, crescimento de 20% sobre 2016, segundo o diretor-presidente Sandro Marques Scodro, em entrevista ao EMPREENDER EM GOIÁS. ​O objetivo da empresa goiana é continuar a crescer na casa dos 17% a 20%, por ano. Para 2018, a projeção de receitas é […]

18 de outubro de 2017

Depois de forte reestruturação em 2014, grupo goiano prevê faturar R$ 270 milhões no próximo ano

O Grupo GSA deve fechar o ano com faturamento acima de R$ 225 milhões, crescimento de 20% sobre 2016, segundo o diretor-presidente Sandro Marques Scodro, em entrevista ao EMPREENDER EM GOIÁS. ​O objetivo da empresa goiana é continuar a crescer na casa dos 17% a 20%, por ano. Para 2018, a projeção de receitas é de R$ 270 milhões, praticamente o dobro das vendas totais obtidas em 2014. Essa média de expansão, mantida nos últimos anos, é fruto da reestruturação realizada na empresa a partir de 2014, depois de passar por uma grave crise interna motivada pelo alto endividamento (para fazer aquisições e construir nova sede), operacionalização inadequada da indústria, inchaço do quadro de funcionários e excesso de investimentos. Na ocasião, a GSA ficou praticamente sem caixa.

“Nossa crise interna nos preparou totalmente para a crise externa, que viria logo depois. Não tenho vergonha de dizer que erramos, porque tivemos a capacidade de aprender com os erros. Se não tivéssemos passado por essa experiência, a empresa não estaria preparada para ser mais rápida, enxuta e eficiente durante a crise, como é hoje. As dificuldades de 2013 e as mudanças de 2014 nos permitiram dar o próximo salto de crescimento nos anos de 2016 e 2017”, afirma Sandro Scodro. Essa reestruturação, de certa forma, blindou o grupo contra os efeitos da crise econômica nos últimos três anos no País.​

O Grupo GSA prepara-se para lançar, em 2018, uma nova linha de macarrão instantâneo da sua principal marca, a Sandella. Além disso, trabalha no desenvolvimento de um produto diferente do atual portfólio, cujas informações ainda são mantidas a sete chaves pela administração. Para avançar nos planos, a empresa pretende investir quase R$ 14 milhões em máquinas e equipamentos da nova linha de produção. A GSA também está atenta à oportunidade de novas aquisições de empresas alimentícias – experiência que adquiriu em 2012, com a compra da Velly e da Produtos Paulista (PPA) -, principalmente na área de alimentos saudáveis.

A indústria goiana comercializa atualmente mais de 350 itens, distribuídos entre refrescos em pó, bebida energética, macarrões instantâneos, temperos, misturas para bolo, farináceos, grãos e pipoca para micro-ondas. Há também uma nova linha de produtos mais saudáveis, a Produtos Paulista Life, com cookies, tapioca, granola, açúcar mascavo e farinha de arroz. Ao todo, são oito marcas: Sandella, Refreskant, Icebel, Gan Power, Velly, Produtos Paulista, Produtos Paulista Life e Yolle. “Hoje, o macarrão instantâneo Sandella é o principal produto de faturamento da GSA”, afirma o diretor-presidente.

Os produtos estão presentes em todo o País, mas consolidados principalmente nos mercados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A GSA também é líder do mercado de refresco em pó, em Cabo Verde (Refreskant e Icebel), exporta para Paraguai e Guiana Francesa (refrescos) e, pontualmente, para os Estados Unidos (macarrão e farináceos). Em Goiás e no Tocantins, as vendas e entregas são realizadas diretamente pela GSA, por uma equipe de quase 100 vendedores e outros 100 promotores. Para os demais Estados, as operações são feitas por cerca de 40 distribuidores. Já a logística de transporte é terceirizada. O grupo possui 600 funcionários, incluindo administração, fábrica e vendas.

Sandro Scodro: “Não tenho vergonha de dizer que erramos, porque tivemos a capacidade de aprender com os erros”

Reestruturação
Fundada em 1984 pelo empresário Nestore Scodro, a GSA tinha o nome de Gama Sucos e Alimentos e produzia apenas balas, pirulitos, doces e chicletes. Era um braço empresarial de menor representatividade dentro do então Grupo Mabel. A reviravolta na empresa se inicia em 2002, quando o jovem empresário Sandro Marques Scodro, neto do fundador e filho do empresário Sandro Mabel, assumiu a gestão com apenas 20 anos de idade. A reformulação dos produtos, renovação de embalagens e mudança na comunicação geraram um crescimento acelerado dos negócios, o que permitiu que, no ano seguinte, fosse lançado o refresco em pó Refreskant. A marca foi responsável pelo primeiro grande salto da empresa, por meio de uma campanha publicitária protagonizada pela dupla sertaneja Bruno e Marrone, em 2004, cuja música está na memória dos consumidores até hoje, com a conhecida frase: “Refreskant é o sabor”.

A visão estratégica do jovem empresário multiplicou o faturamento da empresa em mais de seis vezes, em quatro anos de gestão. Saiu de R$ 6 milhões, em 2002, para R$ 40 milhões, em 2005. Dois anos depois, foi iniciada uma diversificação dos produtos com o lançamento da marca Sandella, voltada para mistura para bolo e temperos. Em 2008, veio o segundo grande marco da empresa, com o lançamento do macarrão instantâneo, que hoje é o carro-chefe dos negócios. A campanha do produto teve participação do cantor Leonardo e também foi um sucesso.

Após a venda da fábrica de biscoitos Mabel para a multinacional PespsiCo, no fim de 2011, a GSA, que até então, dividia o mesmo espaço físico, deu início à aquisição da nova sede. O empreendimento, que fica no Polo Empresarial Goiás, em Aparecida de Goiânia, e tem 40 mil metros quadrados de área, foi construído em 2013 por R$ 40 milhões. Nesse meio tempo (em 2012), a GSA ainda incorporou a Velly e a Produtos Paulista (PPA). Todos esses investimentos, simultâneos, sobrecarregaram o caixa da empresa, que resultou na crise crise interna em 2013. A partir de maio de 2014 é iniciado o processo de reestruturação, com cortes de mão de obra na área administrativa e de fábrica. “Foi uma crise muito séria, mas aprendemos com ela. Em 2014 a GSA se conectou totalmente com a sua alma. Encontramos a nossa forma de trabalhar, com muita responsabilidade, cobrança, mas de um jeito mais leve”, frisa Sandro Scodro.

Benefícios
O diretor-presidente da GSA faz questão de destacar que os bons resultados da empresa alcançam todos os funcionários, que têm participação nos lucros. O benefício foi criado em 2015, para gestores, e estendido aos demais empregados, no ano seguinte. Em 2016, a meta anual foi alcançada e todos receberam bonificação. Este ano, o resultado deve se repetir e, além do bônus, em dezembro, será implementado plano de saúde para todo o quadro de pessoal, a partir de janeiro de 2018.

“É gostoso ver como isso vai mudando a vida das pessoas – um comprou carro, outro se casou, deu entrada na casa, abateu a dívida e tantos outros exemplos. Temos uma equipe em que acreditamos, que pensa no negócio, se enxerga como dono e lucra como dono. Esse ciclo do bem faz toda a diferença dentro do negócio e também na vida. Acredito muito na Lei de Causa e Efeito”, destaca Sandrinho, como é chamado por todos o gestor da GSA.

Wanderley de Faria é jornalista especializado em Economia e Negócios, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/FEA/USP - BM&FBovespa

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3 thoughts on “Depois de ficar quase sem caixa, GSA cresce até 20% ao ano”

  1. Marciel Batista de Assis disse:

    Sandro tem mãos firme para administrar a sua empresa, visão para o crescimento, estratégias para novos produtos ! Parabéns Sandro e sua equipe

  2. Francinete santos disse:

    Os funcionários assim como eu! Trabalhamos satisfeitos em uma empresa que ver e dar valor ao nosso esforço.

  3. JALESON disse:

    Trabahlo na gsa a 2 anos e uma empresa que valoriza gente eu quero crescer junto a cada dia