segunda-feira, 4 de dezembro de 2023
Crise: PIB de Goiás recua acima da média nacional

Crise: PIB de Goiás recua acima da média nacional

É oficial: a grave crise econômica que atingiu recentemente o País fez a economia goiana encolher 4,3% em 2015, inclusiva acima do tombo do PIB nacional, que retraiu 3,5% em média no mesmo ano, quando todos os Estados brasileiros ficaram mais pobres. Os dados consolidados do Produto Interno Brasileiro foram divulgados hoje pelo Instituto Mauro […]

16 de novembro de 2017

É oficial: a grave crise econômica que atingiu recentemente o País fez a economia goiana encolher 4,3% em 2015, inclusiva acima do tombo do PIB nacional, que retraiu 3,5% em média no mesmo ano, quando todos os Estados brasileiros ficaram mais pobres. Os dados consolidados do Produto Interno Brasileiro foram divulgados hoje pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan). Em Goiás todos os setores econômicos sofreram retração em 2015, especialmente a indústria (-4,8%) e a agropecuária (-4,9%), que representam mais de 35% do PIB goiano.

As maiores economias brasileiras apresentaram também retração das suas economias em 2015, como São Paulo (-4,1%), Minas Gerais (-4,3%), Rio Grande do Sul (-4,6%), Paraná (-3,4%), Santa Catarina (-4,2%) e Bahia (-3,4%), devido às suas economias estarem muito voltadas à produção.

Além da crise econômica, causada pela crise política no País, que viveu seu auge naquele ano, a falta de chuvas também contribuiu para o recuo da economia goiana, principalmente na atividade agropecuária, que também sofreu naquele ano com a queda de preços das commodities no mercado internacional. No setor de serviços a retração foi de 3,7%, por conta do menor consumo interno e o aumento do desemprego. O mercado de trabalho goiano fechou 13.135 postos de trabalho em 2015. Só o comércio goiano encolheu 12% em suas atividades naquele ano. Como é o 12º Estado mais populoso do País, com 6,61 milhões de habitantes, quanto mais pessoas diminuem o consumo maior é o impacto negativo na economia estadual.

Com estes resultados, o PIB goiano somou R$ 173,6 bilhões, mantendo a economia de Goiás como a nona maior do País, com 2,9% de representatividade nacional. Aliás, este resultado surpreendeu os técnicos do IMB, pois foi R$ 8,62 bilhões acima do registrado (R$ 165,01 bilhões) em 2014. A renda per capita dos goianos cresceu 3,8%, para R$ 26,2 mil. “Isso ocorre quando, mesmo que o volume produzido de alguns bens apresente queda, o preço não foi afetado e em alguns casos houve elevação”, afirma a superintendente do IMB/Segplan, Lillian Maria Silva Prado.

Pior passou
Lillian Pradro afirma que o pior da crise econômica brasileira já passou e que a economia goiana, a exemplo da brasileira, vai fechar este ano com números positivos, embora ainda aquém do necessário para recuperar as perdas dos últimos anos. A estimativa do Banco Central é que o PIB nacional cresça 0,7% este ano.

Já o PIB de Goiás deverá crescer 0,8%, na comparação com 2016, e movimentar R$ 186,13 bilhões, segundo previsão do IMB, já que os indicadores econômicos dão sinais positivos, como o aumento do emprego, o crescimento das exportações e as acelerações das produções industrial e agropecuária, além de investimentos em infraestrutura em todo o estado por parte do Governo estadual.

Pelos dados do IMB e IBGE, referentes a 2015, Goiás continua sendo a segunda maior economia do Centro-Oeste, com 29,9% do bolo, atrás apenas do Distrito Federal com 37,2%. O Mato Grosso detém 18,5% e o Mato Grosso do Sul os outros 14,3%. A economia do Centro-Oeste aumentou sua participação no Brasil, passando de 9,4% do total para 9,7%.

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