sábado, 13 de abril de 2024
BC reduz Selic para 6,5% e indica novo corte

BC reduz Selic para 6,5% e indica novo corte

Não houve surpresa. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto porcentual, de 6,75% para 6,50% ao ano. O corte, anunciado nesta quarta-feira (21) foi o 12º consecutivo e a Selic está atualmente no nível mais baixo da série histórica, […]

21 de março de 2018

Não houve surpresa. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto porcentual, de 6,75% para 6,50% ao ano. O corte, anunciado nesta quarta-feira (21) foi o 12º consecutivo e a Selic está atualmente no nível mais baixo da série histórica, iniciada em junho de 1996. O comunicado divulgado após a decisão indica que o afrouxamento monetário deve continuar.

Com a redução de 0,25 ponto da Selic, o Banco Central deu continuidade ao processo de desaperto da política monetária, como vinha sinalizando em suas comunicações. Nesse ciclo que começou em outubro de 2016, o juro já caiu 7,75 pontos. Quando os cortes começaram, a taxa estava em 14,25%.

Para o BC, a atividade econômica está em “recuperação consistente”, mas a inflação tem sido menor que o esperado pelo Banco Central. A avaliação consta do comunicado divulgado após o corte do juro básico da economia para 6,50%. No documento, o Copom sinalizou que um novo corte do juro deve ser anunciado na próxima reunião, em maio.

No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado – que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro -, o BC alterou sua projeção para o IPCA em 2018 de 4,2% para 3,8%. No caso de 2019, a expectativa foi de 4,2% para 4,1%. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2018 em 6,5% e 2019 em 8,0%.

 

Indústria cobra repasse

Para a assessora econômica da Fieg, Januária Guedes, os sucessivos cortes da Selic, que saiu de 14,50% para 6,50% ao ano, ou seja, redução de mais da metade do valor, não foram refletidos nas taxas de juros aplicadas pelos bancos nas tomadas de crédito.

“Se os bancos repassassem o corte de juros da Selic para as taxas de juros dos créditos produtivos, por exemplo, haveria uma retomada mais intensa dos investimentos por parte das indústrias. Além disso, crédito mais barato incentiva maior consumo pelas famílias. Aumento do investimento e do consumo promovem crescimento econômico”, afirmou ao EMPREENDER EM GOIÁS, ao comentar a decisão do Copom.

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