quarta-feira, 17 de abril de 2024
Com metodologia de Harvard, Instituto Carlos André vai virar pré-vestibular

Com metodologia de Harvard, Instituto Carlos André vai virar pré-vestibular

No ano em que completa uma década de existência, o Instituto Carlos André (ICA), conhecido centro de excelência em língua portuguesa e redação de Goiânia, vai ampliar sua atuação e se tornar uma escola de pré-vestibular, em 2019. Fundada pelo professor Carlos André Nunes e sua mulher, Marina Nunes, a unidade já atendeu mais de […]

28 de outubro de 2018

O Instituto Carlos André, que tem como sócia Marina Nunes, mulher de Carlos André, já atendeu mais de 9,5 mil alunos em seus cursos ao longo dos quase dez anos de atividades

No ano em que completa uma década de existência, o Instituto Carlos André (ICA), conhecido centro de excelência em língua portuguesa e redação de Goiânia, vai ampliar sua atuação e se tornar uma escola de pré-vestibular, em 2019. Fundada pelo professor Carlos André Nunes e sua mulher, Marina Nunes, a unidade já atendeu mais de 9,5 mil alunos em seus cursos, ao longo de sua trajetória. Os planos do casal são ainda mais ambiciosos. A ideia é ampliar o negócio para o Ensino Médio e Fundamental nos próximos anos, uma demanda apontada pelos pais de alunos do ICA.

Quem conhece o Instituto Carlos André, em Goiás, pelo conceituado nível de ensino de específicas para concursos públicos e vestibulares (além de assessoria linguística para empresas), não imagina que o empreendimento começou com as poucas economias de um jovem professor. Na época, ele tinha 29 anos, uma paixão por ensinar a língua portuguesa e “um pouco daquela loucura de empreendedor”, conforme palavras do próprio Carlos André. “Eu tinha R$ 24 mil, mas o compromisso para iniciar o Instituto foi de R$ 400 mil. Demorei dois anos para fazer todos os pagamentos. Minha filha caçula nasceu no ano em que abrimos o ICA. Tínhamos um berço na sala da diretoria”, conta.

Nascido em Taguatinga, quando a cidade ainda fazia parte de Goiás (hoje, integra o Estado do Tocantins), o professor veio para Goiânia na adolescência e começou a trabalhar como operador de call center durante a madrugada. Para complementar a renda, aos 19 anos, começou a ministrar  aulas particulares de língua portuguesa,  e se apaixonou pelo ofício. A partir de então, foi convidado a dar aulas em vários cursinhos e colégios, em Goiânia e em Brasília. “Mas percebemos que era preciso mais. E foi aí que surgiram as aulas específicas de português, ainda nos cursinhos. A primeira turma, em 2004, nasceu num domingo à tarde, com cento e poucos alunos”, lembra.

Carlos André: “Além de tornar uma escola de pré-vestibular em 2019, o Instituto Carlos André pretende ampliar o negócio, nos próximos anos, para o Ensino Médio e Fundamental”

Método de Harvard

Em 2009, quando inaugurou o Instituto, já havia se formado em Direito. Depois, fez mestrado em Crítica Literária e, hoje, é mestrando em Linguística. A consolidação de Carlos André como referência em língua portuguesa, em Goiás e no Brasil, foi construída a partir de inovações adotadas na forma de ensino e no sucesso de seus alunos Brasil afora. A metodologia desenvolvida pelo Instituto Carlos André não é comum às das demais escolas de específicas. “Aplicamos uma postura não-tradicional em termos didáticos, que é o mesmo método usado na Universidade de Harvard. Nossos professores agem como orientadores e instigam a problematização, ou seja, o aluno estuda em casa e, aqui, resolve problemas”, revela.

Com essa linha pedagógica, o ICA  tem colhido diversos exemplos de vitória entre os alunos, como o do vestibulando que produziu uma das redações listadas entre as 15 melhores da Unicamp e o da concurseira que passou em cinco processos seletivos, entre eles o do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP). O mais recente orgulho está nos 18 alunos, de um grupo de 30, que gabaritaram a prova de português do concurso da Secretaria da Fazenda de Goiás.

Destaques como esses, ao longo da história do ICA, renderam ao professor Carlos André convites para atuar pelo Brasil. “Sou representante do Conselho Federal da OAB para assuntos ligados ao Tratado Internacional da Língua Portuguesa e me tornei professor do Centro de Estudos Renato Saraiva, maior plataforma de cursos on-line do País”, afirma o especialista que também já participou, no Senado, da comissão responsável pela reforma ortográfica.

Até mesmo a amizade de Carlos André com o conhecido e renomado professor de língua portuguesa Pasquale Cipro Neto nasceu da dedicação e do esforço do fundador do ICA como empreendedor. A história é, no mínimo curiosa. Para conseguir os recursos necessários para levar o professor Pasquale a ministrar uma palestra no Instituto, o empresário refinanciou o único carro que possuía na época, um Uno Mille.

“Só assim eu consegui pagar o valor das passagens e da palestra. Foi aí que a população percebeu que o Instituto surgiu para ter uma trajetória de educação”, destaca. Pasquale, hoje, também é um entusiasta do projeto e é presença regular nas aulas, seja por videoconferências ou presencialmente.

A estrutura física do ICA  também é uma aliada ao ensino. A mais recente sala (foto) construída possui uma mesa em formato de “U” e foi batizada de Pasquale Cipro Neto. Nas paredes do local, estão distribuídas pinturas dos rostos de escritores e poetas, como Machado de Assis e Luís de Camões, que se intercalam com espelhos. “É uma mistura de tradição e inovação, empoderamento do aluno e disciplina. Nos espelhos, os alunos podem se ver e, atrás da imagem deles, veem a tradição”, explica Carlos André.

Todos os quadros foram pintados por Marina que, além de diretora e cofundadora do Instituto, é responsável por toda a parte criativa do negócio, desde a definição de arte para material gráfico, cores, até a arquitetura do espaço. Marina é engenheira, por formação, especialista em arquitetura e educação, além de artista plástica. Veio dela a criação do logotipo do Instituto Carlos André.

Carlos André, com os alunos, na sala onde a mesa em formato de “U” foi batizada de Pasquale Cipro Neto, em homenagem ao professor que é um entusiasta do projeto do ICA atendeu mais de 9,5 mil alunos em seus cursos ao longo dos quase dez anos de atividades

Assessoria jurídica

Os profissionais do Direito também são público do Instituto Carlos André. Ex- presidente da Comissão de Educação Jurídica da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Goiás (OAB Goiás), há dois anos, o professor oferece o serviço de Gestão de Comunicação Jurídica. Em visitas aos escritórios de advocacia, ele  trabalha o aprimoramento da escrita e da oratória dos advogados.

“Resolvi investir nessa área, porque notei que, no mercado, não existia um jurista e professor de português. A língua portuguesa não é abordada na graduação em Direito e, por uma falha, que acredito que venha desde o Ensino Médio, são formados profissionais que pouco sabem da língua que falam”, avalia Carlos André.

Também nessa área, o empresário tem obtido resultados de sucesso. Ao treinar advogados com aulas práticas, o professor tem conseguido fazer com que esses profissionais produzam peças jurídicas mais claras e sucintas, com menos páginas (até dez vezes menores), o que facilita a leitura e o entendimento por parte dos juízes e acelera o tempo dos processos. Um dos advogados que passaram pelo curso chegou a receber elogios de um juiz federal, em uma de suas decisões. O magistrado destacou que a argumentação estava “corretamente enxuta e didaticamente bem disposta”.

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