quarta-feira, 29 de maio de 2024
RiseUp desperta lado empreendedor dos jovens goianos

RiseUp desperta lado empreendedor dos jovens goianos

Em 2017, o Brasil tinha 11,1 milhões de jovens entre 15 e 29 anos que faziam parte da geração “nem-nem”, grupo de pessoas que não trabalham e também não estavam matriculadas em uma instituição de ensino. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística […]

9 de dezembro de 2018

Alexandre Baldy: “Teremos cada vez mais pessoas apostando no empreendedorismo. A aposta em novos negócios pode ser a solução para que o brasileiro dê a volta por cima na crise”

Em 2017, o Brasil tinha 11,1 milhões de jovens entre 15 e 29 anos que faziam parte da geração “nem-nem”, grupo de pessoas que não trabalham e também não estavam matriculadas em uma instituição de ensino. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2018, apontam que esse número representava 25,8% do total dos jovens brasileiros.

Diante desse cenário, o mestre em inovação, criatividade e empreendedorismo, Marcelo Crivella Filho, criou o RiseUp, evento de empreendedorismo que reuniu mais de 800 pessoas neste sábado (8 /12) em Goiânia (o primeiro fora do Rio de Janeiro). O summit tem o objetivo de mudar a mente dessa parte da população e incentivar os jovens a criarem seus próprios negócios.

Crivella Filho, que também é psicólogo e empreendedor, acredita que o brasileiro deve despertar o próprio potencial empreendedor para enfrentar com coragem o mundo dos negócios. “O jovem brasileiro tem que fazer uma revolução positiva e mobilizar o senso de autorresponsabilidade, ou seja, mostrar que é possível alcançar resultados por meio da reprogramação da mente”, disse.

Fábio Queiróz: “A loja física, como conhecemos hoje, vai acabar. Os novos empreendedores devem estar atentos aos processos que geram novas facilidades aos consumidores na hora da compra”

De acordo com pesquisa realizada com participantes da edição goiana do RiseUp, cerca de 32% do público apresentava baixa ou média motivação em relação aos próximos anos e o desejo de empreender no Brasil. Em contrapartida, 68% apontaram algum nível de confiança. “O objetivo do evento é justamente estimular ainda mais essa maioria e tentar provocar uma revolução, uma injeção de ânimo para que os demais possam ver o empreendedorismo como uma oportunidade”, destacou.

Novos rumos

Para possibilitar mais o engajamento dos jovens no empreendedorismo, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, defende que os governos, dos diferentes níveis, devem oferecer mais incentivos fiscais e uma legislação mais transparente e clara. “Incentivos são fundamentais para fomentar cadeias produtivas que não são a vocação estadual ou nacional. Isso acaba gerando novas oportunidades para empreendedores de setores diversificados”, afirmou.

Baldy também alertou para a mudança de paradigma no mercado nacional. Para o ministro, a novo cenário aponta para redução de trabalhos em decorrência do avanço da tecnologia. Teremos cada vez mais pessoas apostando no empreendedorismo. Hoje, temos mais de 12 milhões de desempregados e a aposta em novos negócios pode ser a solução para que o brasileiro dê a volta por cima na crise”, comentou.

No mesmo sentido, o presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), Fábio Queiróz, vê que o surgimento das novas tecnologias irão impactar os negócios como conhecemos hoje. “A hora que passarem a entregar todos os produtos da forma como eu quero, por um aplicativo, em minha casa, a pergunta será: o que eu vou fazer na loja física?”, refletiu.

O presidente da ASSERJ ainda detalhou as novas tendências do mercado ao mostrar como as técnicas e as tecnologias da era digital se tornarão cada vez mais comuns no processo de compras e no relacionamento com clientes. “A loja física, como conhecemos hoje e da forma como funciona há décadas, vai acabar. Os novos empreendedores devem estar atentos aos processos que geram novas experiências e facilidades aos consumidores na hora da compra”, detalhou.

Hans Donner: “Não entendia o porquê das pessoas falarem que meu trabalho era bom, mas me negavam uma oportunidade. Não desisti e hoje sou o austríaco mais conhecido no Brasil”

Para estimular parte dos jovens com baixa motivação para o empreendedorismo no evento, alguns palestrantes ressaltaram a importância da perseverança. Um deles foi o designer alemão de cidadania brasileira e austríaca, Hans Donner, criador do logotipo da Globo e responsável por toda a programação visual da emissora, como as vinhetas de abertura de telenovelas, jornalismo, esporte, programas infantis e de humor. Após chegar ao Brasil, o “mago do designer gráfico” teve diversas tentativas frustradas de emprego. “Não entendia o porquê das pessoas falarem que meu trabalho era bom, mas me negavam uma oportunidade. Não desisti, e hoje sou o austríaco mais conhecido no Brasil”, brincou.

Patrícia Leal: “Há aqueles que perdoam e os que não perdoam. É triste a vida daqueles que não querem ou não sabem perdoar. O segredo para alcançar o sucesso é trabalhar duro”

A empresária e primeira franqueada da rede de restaurantes Giraffas, Patrícia Leal, também salientou a importância da resiliência e do perdão para vencer na carreira. “Há aqueles que perdoam e os que não perdoam. É triste a vida daqueles que não querem ou não sabem perdoar. O segredo para alcançar o sucesso é trabalhar duro”, finalizo. (Fotos de Patrícia Bonfim)

O portal EMPREENDER EM GOIÁS tem como principal objetivo incentivar, apoiar e divulgar os empreendedores goianos com conteúdos, análises, pesquisas, serviços e oportunidades de negócios.

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