domingo, 19 de maio de 2024
Puxado pelo setor de serviços, Goiás criou 26.256 empregos em 2018

Puxado pelo setor de serviços, Goiás criou 26.256 empregos em 2018

  Goiás gerou 26.256 vagas de emprego com carteira assinada em 2018, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 23, pelo Ministério da Economia. Foram 886 novos postos de trabalho a mais em relação a 2017, quando foram criados 25.370 empregos. O resultado, que deixou Goiás em […]

24 de janeiro de 2019

 

Goiás gerou 26.256 vagas de emprego com carteira assinada em 2018, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 23, pelo Ministério da Economia. Foram 886 novos postos de trabalho a mais em relação a 2017, quando foram criados 25.370 empregos. O resultado, que deixou Goiás em sétimo lugar, foi o melhor desde 2013, quando foram geradas 60.831 novas vagas no Estado.

O setor de serviços foi o mais criou empregos no ano passado em Goiás, com 15.112 novas vagas. Na sequência, o comércio abriu 7.509 novos postos de trabalho; o agronegócio, 1.436; construção civil, 1.360; indústria da transformação, 1.014, e extrativismo mineral, 201. Conforme o Caged, apresentaram dados negativos a administração pública, com 28 demissões, e o serviço industrial de utilidade pública, com 348 desligamentos.

Brasil

Depois de três anos seguidos de fechamento de vagas de emprego com carteira assinada no Brasil, o mercado de trabalho registrou a criação de 529.554 postos formais em 2018. O resultado foi o melhor desde 2013, quando foram gerados 1,138 milhão empregos. Analistas preveem que seja possível gerar um milhão de vagas neste ano, caso a economia deslanche com medidas estruturais, principalmente a aprovação da reforma da Previdência.

No ano passado, de acordo com o Caged, houve aumento no emprego em todas as regiões do País. O resultado anual foi puxado pelo setor de serviços, que gerou 398,603 postos formais. Na sequência o comércio abriu 102.007 novas vagas com carteira assinada. Em seguida, a construção civil abriu 17.957 vagas.

Também tiveram saldo positivo no ano serviços industriais de utilidade pública (7.849 postos), agropecuária (3.245 postos), indústria de transformação (2.610 postos) e extrativa mineral (1 473 posto). Já a administração pública fechou 4.190 vagas no em 2018.

“O Caged positivo em 2018 marca uma inflexão da trajetória do emprego formal no País. Esse foi o primeiro resultado positivo desde 2014, e isso mostra que os equívocos da política econômica nos últimos anos ficaram claros. O período 2012 a 2017 é para ser esquecido na história do País, esses erros não podem se repetir no futuro”, disse o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

Para ele, se não houvesse acontecido a greve dos caminhoneiros no primeiro semestre de 2018, o resultado do Caged seria melhor. “Esperamos que o saldo de empregos em 2019 seja ainda melhor.”

Análise

Para o economista Daniel Gomes da Silva, da Novus Capital, além da greve dos caminhoneiros, outros choques importantes que atrapalharam a retomada do emprego no ano passado foram a piora do cenário internacional para países emergentes, o encarecimento nos preços dos combustíveis e a incerteza eleitoral. “Tudo isso jogou a perspectiva de uma retomada mais forte para baixo”, afirmou. Na visão dele, sem novos choques e com a aprovação da reforma da Previdência, haverá uma melhora mais substancial do mercado de trabalho neste ano para a casa de um milhão de vagas geradas.

“Não só o PIB pode melhorar como o Caged pode ter bem mais criação de vagas, quem sabe até superar um milhão”, diz o economista-chefe da Quantitas Asset, Ivo Chermont, para quem a atividade econômica deve ter crescimento em torno de 2,5% neste ano.

Intermitente

Do total de vagas criadas, 50.033 se referem ao chamado trabalho intermitente, no qual o trabalhador espera uma convocação do empregador para trabalhar, sem a garantia de um mínimo de horas a cada mês. A modalidade foi criada pela reforma trabalhista.

Como é comum no último mês de cada ano, houve um fechamento líquido de 334.462 vagas com carteira assinada no mês passado. O desempenho interrompeu uma sequência de 11 meses seguidos de criação de empregos formais. (Com agências)

 

Evolução do emprego formal

Goiás – 2010 a 2018

2010              82.904

2011              68.053

2012              66.230

2013              60.831

2014              25.333

2015            – 24,551

2016            – 19.354

2017              25.370

2018              26.256

Fonte: Caged

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