quarta-feira, 17 de abril de 2024
Quais segmentos mais promissores para abrir uma franquia em Goiás?

Quais segmentos mais promissores para abrir uma franquia em Goiás?

Muita gente que deseja abrir seu próprio negócio tem optado por investir numa franquia. Não faltam motivos para tanto. Nos últimos anos, o crescimento do setor, com 7,1% de expansão e receita de quase R$ 175 bilhões em 2018, atraiu diversos empreendedores para a ideia de ter sua própria unidade franqueada. Mas, antes de tomar […]

7 de março de 2019

Muita gente que deseja abrir seu próprio negócio tem optado por investir numa franquia. Não faltam motivos para tanto. Nos últimos anos, o crescimento do setor, com 7,1% de expansão e receita de quase R$ 175 bilhões em 2018, atraiu diversos empreendedores para a ideia de ter sua própria unidade franqueada. Mas, antes de tomar a decisão, é preciso conferir os segmentos que mais apresentam potencial de ganhos e conectá-los às suas experiências.

Em Goiás, como em toda a Região Centro-Oeste, os segmentos mais promissores para abrir uma franquia, este ano, estão ligados a entretenimento e lazer, hotelaria e turismo, saúde e beleza, casa e construção, além de informática. Esta é a expectativa da diretora regional do Centro-Oeste da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Cláudia Vobeto, com base em estatísticas da entidade.

No ano passado, o mercado de franquias na Região Centro-Oeste faturou R$ 14,2 bilhões, registrando um crescimento de 14,5% na comparação com o ano de 2017. Esta taxa é mais do que o dobro da média nacional que foi de 7,1%. O mercado da região em quantia de redes, que agora chegou a 752 marcas, aumentou 18% enquanto a média brasileira foi de 1,1%.

Expansão

O entusiasmo de Cláudia Vobeto quanto ao setor de franquias no Centro-Oeste não é por acaso. No ano passado, a região expandiu 17% em número de unidades, com 8.295 operações de franquias. “Nossa região é muita rica e os franqueadores estão voltando os olhos para nosso mercado. Ainda temos muitas oportunidades de crescimento em franchising, não apenas nas capitais mas também nas cidades do interior, onde o setor cresce a cada ano”, garante.

A própria Cláudia está trazendo, este ano, para Goiás e outros Estados do Centro-Oeste uma nova rede de franquia no segmento de beleza, a Majô, que é um clube de beleza especializado em serviços de depilação à cera, laser, pinça, linha e outras técnicas para remoção de limpeza de pelos.

No Centro-Oeste, de acordo com a ABF, a maioria das redes opera nos mercados de alimentação (29,5%), saúde, beleza e bem-estar (18,4) e moda (13,7%), o que revela que a região está alinhada com o mercado nacional.

A justificativa da diretoria da ABF para o forte crescimento do mercado de franchising no Brasil em 2018 e as boas perspectivas para este ano se baseia na melhoria dos índices de confiança do consumidor e do empresariado, que retomou os investimentos no setor produtivo. Além disso, o presidente da entidade, André Frieheim, destaca o bom comportamento da inflação, que está baixa e sob controle, a exemplo taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) que desde março do ano passado está em 6,5% ao ano, o menor patamar das últimas décadas.

Contratações

O crescimento do faturamento e do número de franquias, no ano passado, impulsionou também as contratações de trabalhadores para atuar no segmento. O número de contratações registrou alta de 8,8% na comparação com o ano anterior. Esse resultado fez com que o número de trabalhadores diretos no setor chegasse a aproximadamente 1,3 milhão de pessoas.

“Acreditamos que, se aprovadas as reformas da Previdência e Tributária e houver a desoneração da folha de pagamentos, os diversos setores da economia brasileira, e especificamente o franchising, vão intensificar a criação de mais empregos”, afirma André Friedheim.

No Brasil, atualmente, existem ativas 153.704 unidades de franquias. O número médio de unidades por rede passou de 51,4 para 53,4 unidades por marca, um crescimento de 3,9% no ano passado. A taxa de mortalidade das operações caiu. Em 2017, o índice medido foi de 5% e em 2018, baixou para 3,9%.

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