segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
Fieg vê “terrorismo” contra setor produtivo e aponta risco de desindustrialização de Goiás

Fieg vê “terrorismo” contra setor produtivo e aponta risco de desindustrialização de Goiás

A cada dia que passa, ficam mais acirrados os ânimos entre as entidades do setor empresarial goiano, o governo do Estado e a Assembleia Legislativa. Nesta sexta-feira (22), durante reunião do Conselho Deliberativo do Fomentar/Produzir, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, elevou o […]

23 de março de 2019

Reunião do Conselho Deliberativo do Fomentar/Produzir, realizada sexta-feira (23), foi tensa

A cada dia que passa, ficam mais acirrados os ânimos entre as entidades do setor empresarial goiano, o governo do Estado e a Assembleia Legislativa. Nesta sexta-feira (22), durante reunião do Conselho Deliberativo do Fomentar/Produzir, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, elevou o tom ao reiterar críticas às CPIs dos Incentivos Fiscais e da Celg, criadas pela Assembleia Legislativa, e ao posicionamento adotado pelo governo estadual sobre a questão. Representantes do setor produtivo acompanharam a reunião, que também contou com a participação de funcionárias de diversas secretarias estaduais.

“É um terrorismo o que está sendo feito e já estamos perdendo grandes indústrias para o Distrito Federal, Mato Grosso e Minas”, disse o presidente da Fieg, ponderando que é preciso cuidado e responsabilidade em declarações dos integrantes do governo e de parlamentares da base, sob o risco de participarem da história da desindustrialização de Goiás. “Se não tivermos uma política de incentivo que mostre que Goiás quer as indústrias, vamos fazer parte da história da desindustrialização do Estado”, acrescentou, sob aplausos de empresários que acompanhavam a reunião.

Sandro Mabel questionou o objetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel, instalada pela Assembleia Legislativa, e conclamou os parlamentares goianos a rever o posicionamento. “Nós vamos reestatizar? Tem plano B? Não, não tem! Então, isso não é jeito de tratar o Estado”, observou.

O presidente da Fieg foi firme ao alertar que as consequências serão danosas à população goiana e que Goiás corre o risco de perder o novo ciclo de crescimento do País, devido à insegurança jurídica generalizada que foi instalada no Estado, afugentando a instalação de novas indústrias.

“Daqui quatro, cinco anos, nossos jovens terão de se mudar, porque aqui não vai ter emprego. Os municípios dos deputados vão pagar caro por falta de emprego. Precisamos sobreviver para aproveitar esse momento de crescimento”, enfatizou Sandro Mabel.

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