quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024
Empresas devem enfrentar 3 fases na crise do Covid-19

Empresas devem enfrentar 3 fases na crise do Covid-19

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) atinge as empresas em três fases: primeiro há o impacto inicial, quando são adotadas medidas de contenção de despesas e ajustes para manter o caixa; depois o período de estabilidade, quando as primeiras medidas adotadas começam a surtir efeitos; e em seguida a fase de superação […]

16 de abril de 2020

Márcio Fernandes: novo modelo de gestão deve priorizar a conexão e a comunicação com colaboradores e clientes

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) atinge as empresas em três fases: primeiro há o impacto inicial, quando são adotadas medidas de contenção de despesas e ajustes para manter o caixa; depois o período de estabilidade, quando as primeiras medidas adotadas começam a surtir efeitos; e em seguida a fase de superação e de implantação de novos modelos de gestão. A avaliação é do renomado executivo Márcio Fernandes, autor dos best-sellers “Felicidade dá Lucro” e “O Fim do Círculo Vicioso e Filosofia de Gestão”, que concedeu palestra nesta quinta-feira, transmitida pelas redes sociais, a convite do Sistema OCB/SESCOOP-GO.

“Não sabemos ainda o quanto essa crise vai mudar as nossas vidas, mas mudará. Isto vai abrir também muitas oportunidades, principalmente de mudanças e inovações na cultura organizacional das empresas. Cerca de 15% das empresas ainda estão na primeira fase desta crise e devem se apressar para a etapa seguinte e começarem estabelecer maior proximidade com seus colaboradores, clientes e comunidade, passando confiança e credibilidade. Vamos, mais do que nunca, viver a era da conexão”, afirmou o executivo.

Márcio Fernandes afirmou que as empresas vão precisar de líderes efetivos e afetivos e defendeu a necessidade de priorizar, nas segunda e terceira fases da crise, a inovação. “Esta crise nos permite enxergar oportunidades de fazermos diferente sem cometermos os mesmos erros de antes. Serão novos hábitos. Por exemplo: o home office veio para ficar. Se antes era algo praticado por algumas empresas, agora é realidade praticamente em todas. Não se trata de um apenas teste. Isto exigirá novas práticas organizacionais e, principalmente, novos comportamentos de colaboradores e de gerentes. O modelo autoritário de comando e controle nos negócios está exaurido. O líder precisa conectar as pessoas, buscar a convergência. Terá de dialogar mais com colaboradores, com os clientes/consumidores e com a comunidade”, afirmou.

O executivo enfatizou que muitos quando ouvem falar sobre a necessidade de inovar seus negócios ou suas carreiras imaginam em ferramentas de tecnologia, mas na grande maioria dos casos a resposta já está disponível. “A maior inovação pode ser buscada com a participação plena dos funcionários e clientes no negócio. A maioria já tem as respostas, as empresas precisarão é ter mais humildade para consultar e perguntar. Buscar maior conexão, mais diálogo. A grande inovação será comportamental. O dono de um restaurante precisará se perguntar e perguntar para seus funcionários e clientes se, quando voltar a abrir, manterá o mesmo modelo de negócio, de atendimento e até mesmo do cardápio. Certamente as respostas vão apontar que seu negócio precisará ter maior versatilidade daqui para frente”, defende Márcio Fernandes.

A comunicação, enfatiza o executivo, é um instrumento essencial para as empresas na segunda e terceira fases da crise. “Para haver conexão, é preciso se comunicar mais e melhor. A comunicação deve ser quente, fluente, com linguagem clara. Precisa ser frequente, sem lacunas, e bilateral, transparente e imparcial. Em épocas de crise as empresas estão focadas no seu dia-a-dia, em sobreviver. Mas é preciso também olhar para o futuro, para o pós-crise. Sem uma comunicação eficiente, o risco para o negócio será maior. Se não comunicar já é ruim, pior é fazer de forma errada. Pode gerar sequelas a longo prazo para o negócio”, diz Márcio Fernandes.

Presidente do Sistema OCB/SESCOOP-GO, Luís Alberto Pereira enfatiza que as cooperativas já são exemplos do novo modelo de gestão defendido pelo palestrante. “O cooperativismo já adota princípios inovadores de gestão e na relação mais próximas com os colaboradores, com os cooperados, clientes e com a comunidade”, diz. O presidente defendeu que as cooperativas e empresas devem, no primeiro momento da crise, adotar postura serena e de equilíbrio e não podem ficar paralisadas. “Mas, ao mesmo tempo, antecipar o planejamento de ações para o pós-crise”, defende. Participaram como debatedores da palestra o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Engecred, Argemiro Mendonça; o superintendente do Sescoop/GO, Jubrair Gomes; e do diretor-presidente do Sicoob Engecred, Fabrício Modesto Cesar.

Saiba mais
Márcio Fernandes chegou a presidência da Elektro, uma das maiores distribuidoras de energia elétrica do Brasil, antes dos 40 anos. Começou a trabalhar com 12 anos de idade como auxiliar de mecânico em uma oficina e seu emprego de “carteira assinada” foi na Casas Pernambucanas como pacoteiro. Passou por outras empresas, sempre em áreas financeiras, e em 2004 iniciou carreira na Elektro onde, em sete anos, assumiu o cargo de diretor-presidente.

O executivo foi considerado pela revista Você S/A o líder mais admirado do Brasil em 2014. Por sete vezes consecutivas conquistou o reconhecimento de Melhor Empresa para Trabalhar do Brasil entre os grandes Grupos. Em 2016, foi nomeado Executivo de Valor em seu setor pelo Jornal Valor Econômico. Em 2017 foi considerado, pela segunda vez, o líder mais admirado do Brasil pela revista Você S/A. Em 2015 lançou o seu livro “Felicidade dá Lucro” e, dois anos depois, lançou o seu segundo livro “O fim do Círculo Vicioso”.

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