quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024
Sindbares: “Goiânia está à mercê do coronavírus”

Sindbares: “Goiânia está à mercê do coronavírus”

Os proprietários de bares e restaurantes em Goiânia, que estão há três meses sem poder atender o público em suas dependências, aumentaram nesta semana o tom das críticas contra a Prefeitura. Argumentam que foram um dos primeiros setores econômicos a colaborar com as medidas de isolamento, desde 19 de março, mas que a gestão municipal […]

12 de junho de 2020

Newton Pereira: “Prefeitura tenta responsabilizar o setor produtivo pelos números da pandemia”

Os proprietários de bares e restaurantes em Goiânia, que estão há três meses sem poder atender o público em suas dependências, aumentaram nesta semana o tom das críticas contra a Prefeitura. Argumentam que foram um dos primeiros setores econômicos a colaborar com as medidas de isolamento, desde 19 de março, mas que a gestão municipal pouco fez nos primeiros dois meses para organizar a rede pública de saúde da capital para o aumento de casos de pessoas com a Covid-19. As críticas foram feitas em nota assinada pelo presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares de Goiânia (Sindbares), Newton Pereira.

“O setor produtivo endossou e apoiou com firmeza, desde o primeiro dia, todas as providências de prevenção e controle da expansão de Covid-19 em Goiânia, assumindo inteiramente sua parcela de participação e responsabilidade no sucesso das medidas. Em Goiânia, a administração municipal se absteve a princípio de sua obrigação de participação na aplicação das medidas. Somente em 23 de abril, portanto mais de um mês após a edição do primeiro decreto estadual, a Prefeitura anunciou tão somente a adesão às regras estabelecidas pelo governo de Goiás”, afirma Newton Pereira.

O representante do segmento critica especialmente a Secretaria Municipal de Saúde, que tem determinado o ritmo da flexibilização das restrições para as empresas na capital. “Depois de quase dois meses de adesão ao decreto estadual e de exatos 85 dias da edição das primeiras medidas restritivas pelo governo de Goiás, vemos que os compromissos técnicos firmados pela secretária municipal Fátima Mrue não passaram de palavras ao vento, promessas vazias”, afirma o presidente do Sindbares.

“Fátima Mrue não preparou e não fortaleceu o sistema de saúde municipal para o enfrentamento da pandemia; ignorou completamente as propostas de protocolos sanitários apresentados pelos diferentes segmentos do setor produtivo para a retomada econômica; não se importou com as profundas dificuldades e a falência de empreendedores, especialmente pequenos e médios; não se sensibilizou com o desemprego e a fome que se abatem sobre a nova massa de desempregados; não ouviu sequer as palavras do prefeito Iris Rezende pela definição de um cronograma de reabertura; tenta responsabilizar o setor produtivo pelos números da pandemia”, continua a nota.

O presidente do Sindbares afirma que as empresas não defendem a abertura indiscriminada da economia da capital, mas pede uma definição de um cronograma gradual de retomada das atividades, a exemplo de outros municípios vizinhos, como Aparecida de Goiânia. Também critica o critério da Secretaria da Saúde para maior reabertura das empresas: disponibilidade de leitos nos hospitais da capital. É que, enfatizam os empresários, a Prefeitura de Goiânia fez muito pouco para ampliar o número de leitos. E não foi por falta de recursos.

“Pelos números apresentados por Mrue, Goiânia, com 1,6 milhão de habitantes, tem hoje 119 leitos disponíveis para o enfrentamento da pandemia. Aparecida de Goiânia, com 578 mil habitantes, tem 161. Ou seja, Aparecida tem um leito para cada 3.590 habitantes, enquanto Goiânia um leito para cada 13.445 habitantes – uma diferença vergonhosa”, frisa Newton Pereira.

“O fato é que não estamos mais diante de problema de saúde. Estamos diante da incompetência e da falta de gestão incapaz de aplicar os recursos públicos municipais destinados à pandemia na ampliação do número de leitos para o enfrentamento da Covid-19. A população de Goiânia está à mercê do coronavírus. À população em geral, resta tomar todos os cuidados para não contrair o vírus, torcendo para não precisar do sistema público de saúde. Aos empreendedores e trabalhadores, restam a falência e a fome”, conclui a nota do Sindbares.

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One thought on “Sindbares: “Goiânia está à mercê do coronavírus””

  1. Donizeti Borges disse:

    Essa Secretaria da Saude, para incompetente falta muito. Tem que pegar umas aulas com o colega de Aparecida de Goiania.