domingo, 14 de abril de 2024
Importadores afirmam que Petrobras não deve reduzir preços

Importadores afirmam que Petrobras não deve reduzir preços

O presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém a sua artilharia contra a Petrobras. Afirmou que “é impagável o preço dos combustíveis no Brasil” e que a “Petrobras não colabora com nada”.

17 de março de 2022

A elevada volatilidade dos preços do petróleo e dos combustíveis no mercado internacional impede a Petrobras de reduzir os valores de gasolina e óleo diesel no País. É o que aponta levantamento da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), divulgado pela agência EPBR.

“Os reajustes promovidos pela Petrobras na semana passada fizeram os preços do diesel ficarem acima da paridade internacional. Entretanto, mostra a Abicom, a gasolina já está R$ 0,40 defasada em relação ao mercado externo, e o diesel apresenta defasagem de R$ 0,20. O que cria uma janela para novos aumentos”, afirma a entidade.

“As janelas, tanto para diesel quanto para gasolina, já estão totalmente fechadas. Não existe possibilidade de a Petrobras reduzir preços, como ela tem sido pressionada. Pontualmente, por muito pouco tempo, o preço do diesel ficou acima da paridade. Voltou a ter espaço para novo aumento, que eu acredito também que não é o momento. Tem de esperar uma estabilização maior”, disse o presidente da Abicom, Sergio Araujo.

Pressão
A pressão pela queda dos preços ganhou reforço do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), que cobrou da Petrobras um recuo no aumento dos combustíveis da semana passada, em razão da queda do preço do petróleo. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) manteve sua artilharia contra a Petrobras e contra o presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna. Afirmou que “é impagável o preço dos combustíveis no Brasil” e que a “Petrobras não colabora com nada”.

O presidente admitiu que soube com antecedência do reajuste e que pediu à estatal para atrasar a medida em um dia, para depois da votação do PLP 11/20, que alterou o ICMS dos combustíveis, mas não foi atendido. Apesar de constantemente se isentar em relação à escalada dos preços dos combustíveis, Bolsonaro foi apontado como responsável pelo aumento por 86% das manifestações no Twitter sobre o tema, aponta levantamento realizado pelo estúdio de análise de dados Novelo Data.

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