quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024
Goiânia tem a 2ª menor inflação do País em 2022

Goiânia tem a 2ª menor inflação do País em 2022

A queda do IPCA foi em decorrência da redução dos preços dos combustíveis, causada por alíquotas menores do ICMS e também pela redução dos valores praticados pela Petrobras.

9 de setembro de 2022

Eurípedes Júnior: “As causas são as reduções no ICMS dos combustíveis e no preço do petróleo”

A inflação de agosto em Goiânia, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu 0,32%. É a quarta menor variação do País, de acordo com o IBGE. A queda foi em decorrência da redução dos preços dos combustíveis, causada por alíquotas menores do ICMS e também pela redução dos valores praticados pela Petrobras. O preço médio da gasolina caiu 10,6%, do etanol 7,7% e do óleo diesel 2,8%. Já as passagens aéreas tiveram redução média de 9,8%.

Estas reduções contribuíram para que, no acumulado deste ano, o IPCA caísse para 3% em Goiânia. É a segunda menor inflação do País. O acumulado nos últimos 12 meses é de 7,5%. Lembrando que no início deste ano este porcentual era de dois dígitos.

O economista e professor de Economia da Unialfa, Eurípedes Júnior, avalia que esse resultado era esperado e que a redução no ICMS dos combustíveis teve reflexos já no mês de julho, quando também houve variação negativa. “As causas são as reduções no ICMS dos combustíveis e também no preço do barril de petróleo. Estava custando US$ 120 há seis meses e hoje custa US$ 90”, afirma ao EMPREENDER EM GOIÁS.

Próximos meses

Eurípedes Júnior ressalta que o Banco Central brasileiro antecipou a elevação dos juros para conter a inflação no País. “Talvez não tenhamos mais uma inflação negativa, mas com um aumento mais moderado nos próximos meses”, avalia. “Só se houver alguma queda do petróleo no mercado internacional, que seja repassada para o consumidor no Brasil”, frisa.

A redução de preços foi menos sentida no bolso das famílias de menor rendimento. Conforme o IBGE, o INPC de Goiânia caiu 0,07% em agosto último, com acumulado de 3,68% no ano. A queda foi a segunda menor do País.

Já o custo goiano da construção, por metro quadrado, subiu para R$ 1.666,09 em agosto, sendo R$ 1.015,29 relativos aos materiais e R$ 650,80 à mão de obra. É a primeira vez na pesquisa que o componente dos materiais ultrapassa o valor médio de mil reais em Goiás. Enquanto o componente mão de obra cai 3,64%, o componente material, por sua vez, subiu 3,72% em relação ao mês anterior.

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