quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024
Recompra de ações bate recorde no Brasil (e no mundo)

Recompra de ações bate recorde no Brasil (e no mundo)

As recompras de ações atingiram um novo recorde no Brasil em 2022: US$ 6,7 bilhões, crescimento de 18,5% em relação a 2021.

10 de maio de 2023

As recompras de ações atingiram novo recorde no Brasil em 2022: US$ 6,7 bilhões. É um crescimento de 18,5% em relação a 2021. Segundo levantamento da Janus Henderson Global Dividend Index, entre as economias emergentes, o Brasil só perdeu para a China, que registrou R$ 12,7 bilhões em recompras de ações por empresas no ano passado.

Aliás, esse recorde foi mundial. As 1.200 maiores empresas do mundo recompraram US$ 1,3 trilhão de suas ações, 22% a mais que em 2021. Os resultados das empresas publicados no primeiro trimestre de 2023 revelaram a extensão total das recompras de ações realizadas em todo o mundo em 2022.

De longe, a maior contribuição para o crescimento em 2022 veio do setor de petróleo. As empresas recompraram US$ 135 bilhões de suas próprias ações, mais de quatro vezes mais do que em 2021. Quase todo esse dinheiro do setor de petróleo foi gasto por empresas na América do Norte, no Reino Unido e, em menor escala, na Europa.

Em todas as regiões, em quase todos os países e em quase todos os setores, houve um forte crescimento. O maior salto ocorreu em 2018 e foi causado principalmente pelas empresas de tecnologia dos EUA, que aumentaram seus programas de recompra.

Acionistas

“O rápido crescimento das recompras nos últimos três anos reflete um forte desempenho dos lucros e do fluxo de caixa livre. Além de uma disposição para recompensar os acionistas sem estabelecer expectativas inesperadas em relação aos dividendos. Nem sempre se pode confiar nas recompras para aumentar os retornos dos acionistas”, afirma Ben Lofthouse, Diretor de Renda Variável Global da Janus Henderson.

“O custo global do capital é agora significativamente mais alto. A grande questão é o que isso fará com as recompras de ações nos próximos meses e anos. Quando as empresas podiam, essencialmente, acessar o financiamento a um custo quase zero, havia um grande incentivo para emitir dívidas e recomprar ações. Isso agregava um valor imenso”, frisa o executivo.

O Janus Henderson Group é um gestor de ativos global, com sede em Londres. Até 31 de março de 2023, tinha aproximadamente US$ 311 bilhões em ativos sob gestão. Além de 2 mil funcionários em escritórios em 24 cidades do mundo.

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