segunda-feira, 15 de julho de 2024
Empreendedora abre loja compartilhada de sapatos

Empreendedora abre loja compartilhada de sapatos

O modelo de negócio traz vantagens como compartilhamento de despesas e parceria em ações de marketing, entre outras iniciativas.

27 de maio de 2023

Cleonice diz que a Empodere nasceu de duas paixões: empreendedorismo e scarpin.

Depois de quatro anos vendendo sapatos femininos exclusivamente por meio digital, a empreendedora goiana Cleonice Silva decidiu montar uma loja física. A exemplo de outras ações em seu negócio, apostou em parceria. Levou sua loja, Empodere Scarpin, para compartilhar o espaço com a Thaise Resende Multimarcas, na Avenida C-231, no Jardim América. O modelo de negócio traz vantagens, entre elas, o compartilhamento de despesas com aluguel, pessoal, água, energia. E a parceria se estende nas ações de marketing, entre outras iniciativas.

Cleonice contou ao EMPREENDER EM GOIÁS (EG) que a Empodere nasceu de duas paixões: pelo empreendedorismo e pelo scarpin. “É o sapato mais amado por todas as mulheres, porém é um dos mais difíceis de encontrar com atributos como conforto, design e qualidade”, pontua. Assim, ciente dessa dificuldade e com desejo de empreender, ela teve a ideia de criar uma loja especializada em scarpins.

“Comecei a fazer todo um processo de pesquisa, entrevistas com mulheres para saber se gostam e as respostas sempre mencionavam que elas se sentiam com autoestima elevada e empoderadas calçando escarpins. Tive inclusive o insight para o nome da loja”, diz.

´Figital´

Dessa forma, a Empodere Scarpin nasceu em abril de 2019. “Eu tinha um modelo de negócio totalmente voltado para o digital. Comecei a atuar nas redes sociais, concebi um site, iniciei a venda em marketplaces e isso ficou até março de 2023”, lembra Cleonice. No entanto, a experiência com o mercado goiano, principalmente o de Goiânia, mostrou que é um público que gosta de ver, experimentar, sentir.
“Foi a partir daí que eu percebi a necessidade de ter uma loja física para atender esse público que não está tão ligado no digital”, diz.

Assim foi adotado o formato que Cleonice chama de “figital”, que é manter o negócio on-line, mas também a loja física. Para Cleonice, são dois formatos que se complementam. “Vale a pena investir em uma loja física, principalmente depois de conhecer seu público”, testemunha a empresária. Ela frisa que hoje, com o e-commerce, existe grande capilaridade e oportunidade para vender até para fora do Brasil.

“Para manter um e-commerce, é importante ter o espaço físico, onde podemos mostrar o movimento da loja, os bastidores, depoimentos de clientes. É importante para passar credibilidade, para o cliente saber que a loja e o empreendedor existem de fato”.

Parceria

Cleonice destaca a importância da parceria com Thaise Resende. “Fazemos ações compartilhadas para atrair públicos complementares. Quem procura roupa geralmente procura sapatos também”, exemplifica. Além disso, as duas lojas têm basicamente o mesmo público, feminino, classes A e B, de 25 a 50 anos, com vida financeira estabilizada e exigente em relação à qualidade.

“Um dos meus diferenciais é o atributo do sapato. Embora eu não seja fabricante, faço curadoria de marcas que conseguem passar esses atributos de conforto, qualidade e design”, frisa.

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