terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
Goiânia tem a maior alta de aluguel no Brasil

Goiânia tem a maior alta de aluguel no Brasil

O preço médio do aluguel de imóveis residenciais subiu 32,8% nos últimos 12 meses na capital goiana, segundo o Índice FipeZap.

18 de outubro de 2023

O preço médio do metro quadrado chegou a R$ 33,00 e a rentabilidade foi de 0,48% na capital goiana

Goiânia voltou a liderar a alta no preço médio do aluguel de imóveis residenciais nos últimos 12 meses no Brasil. Desta vez, acompanhada de Florianópolis (SC). O valor subiu 32,8% em ambas capitais. Praticamente o dobro da média de aumento que foi de 16,1% nas 25 cidades listadas no Índice FipeZap, com base nos anúncios do site Zap Imóveis.

Em Goiânia, conforme os especialistas, o aumento da renda domiciliar é o principal fator a aquecer o mercado imobiliário de locação. Conforme o Índice FipeZap, o preço médio do metro quadrado chegou a R$ 33,00 e a rentabilidade foi de 0,48% na capital goiana.

Para os especialistas, uma combinação de juros altos, dificuldade para conseguir financiamento imobiliário e ter o imóvel próprio, demanda aquecida por imóveis residenciais para aluguel e reajustes depois da pandemia têm mantido os aluguéis em alta nas principais cidades do país.

Lembram também que o aumento se dá sobre um preço já majorado em 16,5% do ano passado. Que, aliás, foi a maior alta desde 2011. Outro fator relevante é que a alta nos preços dos aluguéis tem pressionado a inflação. Isso porque é um serviço que compromete cerca de 30% do orçamento familiar e dentro da inflação de serviços tem peso de 10%.

Os contratos têm reajustes anuais fixados pela inflação, com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou IGP-M. Mesmo agora com o IGP-M negativo, a maioria dos contratos não cai e fica mantido o valor sem reajuste.

As maiores altas em 12 meses

  • Goiânia: 32,80%
  • Florianópolis: 32,80%
  • Campinas: 30,64%
  • São José (SC):24,13%
  • Rio de Janeiro (RJ): 20,34%
  • Curitiba (PR): 19,96%
  • São José dos Campos (SP): 19,94%
  • Ribeirão Preto (SP): 18,75%
  • Pelotas (RS): 16,72%
  • Fortaleza (CE): 16,65%
  • Joinville (SC): 16,35%
  • Belo Horizonte (MG): 16,05%

Fonte: Índice FipeZap

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Wanderley de Faria é jornalista especializado em Economia e Negócios, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/FEA/USP - BM&FBovespa

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