terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
‘Vendemos tudo o que plantamos e colhemos’

‘Vendemos tudo o que plantamos e colhemos’

Exemplo: Goiana é finalista do Prêmio Sebrae Mulher Empreendedora e concorre com outras quatro finalistas do Pará, Paraná, Piauí e São Paulo.

25 de novembro de 2023

“Plantamos, colhemos e vendemos, não dá para quem quer, e estamos sempre renovando as culturas”, relata Carmelúcia

Carmelúcia Helena da Costa Tagliari sempre viveu na zona rural em Morrinhos, desde quando nasceu. Foi lá que ela conheceu o marido, o paulista Jorge Luiz Tagliari, que tinha uma fazenda ao lado. Eles tiveram três filhos, Sidney Maurício, Danilo e Larissa, que trabalham com os pais na propriedade com área de 14 hectares, dos quais cerca de 5 são cultivados. A família vive do que produz e ainda precisa importar parte da matéria-prima para fazer polpas de frutas e outros produtos.

“Vendemos tudo o que colhemos. Plantamos, colhemos e vendemos, não dá para quem quer, e estamos sempre renovando as culturas”, relata Carmelúcia ao EMPREENDER EM GOIÁS. Hoje a família atende 30 escolas de Morrinhos, com produtos hortifrutigranjeiros, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Tem uma loja na cidade, onde vende as polpas Tagliari e outros produtos, onde se tornou referência.

Por sua história de empreendedorismo, Carmelúcia é finalista do Prêmio Sebrae Mulher Empreendedora, na categoria Produtora Rural. Ela concorre com outras quatro finalistas, dos estados do Pará, Paraná, Piauí e São Paulo.

Frutas

A produtora goiana conta que a família se dedicou à pecuária leiteira até 2003, quando começou a trabalhar com frutas, principalmente laranja e maracujá. O comprador fazia as polpas e comercializava. Finalmente, em 2009, veio o PAA, que determina a aquisição mínima de 30% dos produtos provenientes da agricultura familiar.

Carmelúcia enviava frutas como acerola e maracujá in natura para as escolas, mas as merendeiras tinham dificuldade em fazer as polpas congeladas nas escolas. “Elas pediram e nós começamos e fazer para as escolas”, lembra. Depois, passaram a fornecer para funcionários e o negócio foi aumentando. “Não podíamos fazer sem o selo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), então fizemos tudo dentro das determinações ministeriais”, explica.

Hoje os Tagliari produzem 8 mil quilos de polpas por mês. O que não sai da propriedade da família vem de outros produtores, como abacaxi, goiaba, maracujá. “Neste ano, tivemos de comprar maracujá até de Araguari, no Triângulo Mineiro”, esclarece Carmelúcia.

A família ainda participa de duas feiras na cidade e da cooperativa local. “Até tentamos ampliar a área, mas não demos conta”. Os canteiros antes eram feitos à mão, hoje o maquinário ajuda. “Faço porque gosto. Às vezes é cansativo, mas é gratificante viver da terra, todos os meus filhos têm casa, vivem com certo conforto e tudo nós tiramos daqui”, pontua a produtora.

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2 thoughts on “‘Vendemos tudo o que plantamos e colhemos’”

  1. Sebastião Martins de Oliveira disse:

    Parabéns vcs merece, que Deus abençoe sempre.

  2. Jamile Machado Tagliari. disse:

    Parabéns guerreira , que Deus os abençoem sempre para irem cada vez mais longe , desejo toda sorte do mundo para vcs