quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024
Ano novo: o que esperar da economia?

Ano novo: o que esperar da economia?

O cenário econômico para Goiás e o Brasil vai requerer muita cautela para empresários, investidores e trabalhadores em 2024. Entenda.

1 de janeiro de 2024

Para Paulo Borges, a reforma tributária será uma pauta de intensa discussão neste ano.

O cenário econômico em Goiás e no Brasil vai requerer muita cautela. Isso porque muitos economistas destacam pontos de incertezas, como a reforma tributária na prática, que foi aprovada recentemente pelo Congresso. Isso pode acarretar, por exemplo, em uma inflação elevada. O que afugenta investimentos e levaria a certas instabilidades.

Mesmo Goiás estando favorecido, com indicadores econômicos que têm sido até destaque nacionalmente, pode sofrer alguns impactos que devem ser observados com atenção.

O economista Paulo Borges destaca que há um déficit orçamentário que pode elevar as taxas de juros para 2024. E o efeito disso acontece em cascata. Isso porque a taxa mais elevada causa insegurança do mercado, diminui investimentos e leva a uma instabilidade nos postos de trabalho.

“É o que a gente chama popularmente de Custo Brasil, muito elevado. Você junta um ambiente de taxa de juro elevada, onde você tem muitas inseguranças jurídicas porque essa dúvida de capacidade de investimento do setor público. Então, somando, é um clima ruim para o empresário e para o trabalhador”, pontua. Ele reforça a importância do equilíbrio das contas públicas.

Desafiador

Para Paulo Borges, a reforma tributária será uma pauta de intensa discussão neste ano. Ela só começa a funcionar efetivamente em 2026. Mas há muitas inconsistências sobre como ficará a situação de estados e municípios, já que, segundo ele, a União passa a deter muito poder em relação à arrecadação.

“Aquele poder dos municípios de ter arrecadação e gerir tudo isso fica comprometido. A capacidade de criação e execução de incentivos fiscais ficam comprometidos”, reforça.

Apesar disso, o economista destaca que todo ano acaba sendo desafiador para o mote econômico. Seja com maior ou menor intensidade. O próximo ano, por exemplo, contará ainda com eleições municipais, que também acabam mexendo na economia.

Aurélio Troncoso afirma que o cenário goiano é mais favorecido do que no restante do Brasil.

Avanço

O economista Aurélio Troncoso afirma que o cenário goiano é mais favorecido do que no restante do Brasil. Isso porque, segundo ele, os incentivos fiscais existentes têm contribuído para atração de novas empresas. Além disso, investimentos em outras áreas fazem a diferença para que novas empresas se instalem por aqui.

“Investimentos em segurança pública, por exemplo. Nenhuma empresa quer investir em um lugar que não tenha segurança. A malha viária do nosso estado também é muito boa. Nós devemos crescer mais do que os outros estados. O Brasil deverá crescer de 2,8% a 2,9% e Goiás deve fechar acima de 3% a 4%. É uma vantagem que nós temos”, pontua.

Aurélio pontua que o setor industrial vem ganhando destaque, mas que a grande promessa para o ano que vem é um desenvolvimento ainda maior do setor de serviços. Segundo ele, o setor compõe 60% do Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás. Porém, alerta que a possibilidade de fim dos incentivos fiscais, devido à concentração dessas decisões da União, coloca em risco a continuidade de crescimento e atração de novas empresas.

“O grande problema que Goiás vai enfrentar é o fim dos incentivos fiscais. Nós vamos correr risco porque as empresas estão aqui por causa das vantagens de produzir no estado e levar para outras regiões. Com o fim, não tem o porquê delas estarem aqui. Não tem essa vantagem competitiva. Então, a gente pode, em um futuro, perder algumas empresas para o interior paulista porque elas vão querer ficar perto do consumidor. Isso é perda de emprego”, destaca.

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