terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
Goianos pagaram R$ 63,7 bilhões em impostos

Goianos pagaram R$ 63,7 bilhões em impostos

Conforme o Impostômetro, da ACSP, o valor é recorde no estado e também no país. Brasileiros pagaram R$ 3,059 trilhões em 2023.

2 de janeiro de 2024

Os contribuintes goianos pagaram R$ 63,7 bilhões em impostos no ano passado, de acordo com o Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Trata-se de um montante 4,3% maior que o recolhido em 2022 (R$ 61,1 bilhões). Em 2021, o total foi de R$ 54 bilhões. Goiás representa 1,97% do total arrecadado de impostos no Brasil.

Criado em 2025, o Impostômetro registrou que, pela primeira vez, os brasileiros pagaram acima de R$ 3,05 trilhões no ano passado. Já no dia 25 de dezembro, o Impostômetro atingiu a marca inédita de R$ 3 trilhões em tributos federais, estaduais e municipais recolhidos aos cofres públicos, incluindo impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária.

O total revela como o peso dos impostos não deu trégua ao longo do tempo. No mesmo dia de 2022, o Impostômetro registrou R$ 2,8 trilhões, ou R$ 200 bilhões abaixo da marca atual. Há 10 anos, quase na virada de 2013 para 2014, o painel registrava R$ 1,8 trilhão, às 21h45 do dia 29 de dezembro.

Esse volume de tributos arrecadado financia as ações dos governos, como investimentos nas áreas da saúde, educação, segurança pública, entre outras. Na realidade, deveria financiar. No caso do governo federal, a maior parte vai para o pagamento de pensões e aposentadorias. Na conta, entra o custeio da máquina pública, e o pagamento dos juros da dívida pública.

Problema fiscal

No final, sobra pouco para aplicar em áreas voltadas ao desenvolvimento econômico e social do país. Por isso, segundo Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP, esta marca histórica em 2023 mostra que o problema fiscal não se encontra do lado das receitas, mas sim dos gastos.

“O que preocupa é que o governo, com a aprovação do Congresso, vem adotando fortes aumentos da tributação para cumprir as metas do ‘arcabouço fiscal'”, afirma. “Além disso, a reforma tributária aprovada poderá trazer novos aumentos de impostos. Os contribuintes precisam ficar atentos, e cobrar medidas de redução dos gastos”, frisou.

Para o levantamento das arrecadações federais a base de dados utilizada é a Receita Federal, do Tesouro Nacional, da Caixa Econômica Federal, do Tribunal de Contas da União e do IBGE.

As receitas dos estados e do Distrito Federal são apuradas com base nos dados do Conselho Nacional de Política Fazendária, das Secretarias Estaduais de Fazenda (Confaz), Tribunais de Contas dos Estados e Tesouro Nacional.

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