segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
Startup goiana se destaca na produção de nanoativos

Startup goiana se destaca na produção de nanoativos

A Nanoterra busca aliar tecnologia inovadora e sustentabilidade na produção de nanoativos para a indústria de cosméticos.

19 de janeiro de 2024

Iara Mendes: “Desenvolvemos nanoativos. Eles são adquiridos pelo setor de cosméticos que dão base no processo do produto”

Uma empresa goiana vem ganhando notoriedade e reconhecimento por alinhar tecnologia e sustentabilidade. A startup Nanoterra tem se destacado por desenvolver nanobiotecnologia voltada para produtos e serviços destinados às indústrias de cosméticos, aumentando a competitividade. A prova disso foi a startup ter conquistado o 1º lugar do Prêmio de Mulheres Inovadoras na Região Centro-Oeste, promovido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A doutora Iara Mendes, CEO da Nanoterra, explica que a ideia da empresa nasceu assim que finalizou a graduação em Biotecnologia na Universidade Federal de Goiás (UFG). Ela sempre pensou em empreender, mas não sabia qual segmento focar. Levando em consideração que o curso instiga a busca pela inovação aliada à criatividade, ouviu a mãe comentar sobre uma reportagem mostrando cosméticos voltados para a pele idosa.

“Ela me disse que era um nicho interessante e comecei a pesquisar mais sobre o assunto”, diz Iara ao EMPREENDER EM GOIÁS. “Descobri que o Brasil é o quarto maior produtor e consumidor de cosméticos do mundo. Mas, apesar disso, não existiam produtos voltados para peles maduras. Daí, eu vi a possibilidade de atuar nesse segmento”, revela. A sua empresa participou do programa do Centro de Empreendedorismo e Incubação da Universidade Federal de Goiás (CEI/UFG).

Carro-chefe

De acordo com Iara Mendes, o NanoCurcuma é o carro-chefe da Nanoterra, um nanoativo vegano que utiliza o açafrão da terra. É um sistema nanoestruturado produzido de forma ambientalmente e economicamente sustentável. “É sustentável e traz vários benefícios. Foi com ele que nós ganhamos o Prêmio de Mulheres Inovadoras”, lembra.

Pode ser usado em cosméticos com ação antiacne, antiflacidez e antivelhecimento, dentre outros, sem transferência de cor. A propósito, foi com a ajuda da nanobiotecnologia que foi possível a camuflagem da cor. Por isso, a Nanoterra está voltada para o desenvolvimento de nanoativos, adquiridos pelo setor de cosméticos, que dão bases no processo do produto.

“Essa foi a dissertação do meu mestrado. Quando fui fazer meu doutorado, com o auxílio do meu orientador, professor e doutor Caio Pinho Fernandes, da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), conseguimos desenvolver uma tecnologia de baixo aporte de energia durante o processo. Ai, conseguimos patentear essa tecnologia”, relata.

Sigilo

Há outras plantas do Cerrado que estão sendo estudadas para se transformarem em matérias- primas desses nanoativos, mas o estudo ainda está sob sigilo. Segundo ela, o principal objetivo da empresa é levar tecnologia inovadora para valorizar o bioma e fazer cosméticos que, cada vez mais, não agridem o meio ambiente ou os animais.

Além da Iara Mendes, a Nanoterra conta com Joaquim Araujo, sócio e diretor de marketing da startup. O ex-orientador de doutorado é o conselheiro de PD&I na parte de desenvolvimento de produtos. Sara Mendes atua na parte jurídica da empresa. Além da UFG, a Nanoterra também tem parcerias com várias instituições como a PUC Goiás, Sebrae, Senai e outras entidades.

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