Levantamento do CIN-Fieg mostra a parceria comercial de Goiás com adversários do Brasil na Copa do Mundo 2026

Em busca do hexacampeonato, a seleção brasileira entra em campo pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, neste domingo (5/7), contra a Noruega, às 17 horas, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA).
Apesar da rivalidade acirrada em campo, os dois países têm uma tradição de parceria comercial que rendeu para Goiás um saldo de US$ 1,08 milhão em 2025. O levantamento faz parte de uma série especial para a Copa, realizada pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).
Goleada
Até o momento, o Brasil disputou quatro jogos, mas a goleada veio no comércio internacional. Em 2025, os negócios realizados com Marrocos, Haiti, Escócia (que representa o Reino Unido na soma), Noruega e Japão renderam a Goiás um total de US$ 464,6 milhões em exportações, com saldo comercial de US$ 112,3 milhões.
O país nórdico é o próximo adversário. A briga no gramado promete ser acirrada, mas no comércio o que vinga é a parceria. Em 2025, Goiás exportou US$ 1,1 milhão, majoritariamente em produtos como carnes bovinas, açúcares de cana e café torrado.
O Estado também foi destino de importações, que somaram US$ 19,4 mil e se concentraram principalmente em preparações alimentícias.
Potencial
Conforme o Centro Internacional de Negócios, Goiás busca ampliar as conexões em mercados sub-explorados, como o Haiti. O país caribenho foi destino de US$ 2,5 milhões em 2025, com destaque para carnes e miúdos de aves e suínos congelados. Para o CIN-Fieg, a forte dependência haitiana de importações representa uma oportunidade para a expansão de produtos goianos e o fortalecimento das conexões comerciais.
Sushi e pequi
Goiás também está presente em campo e no comércio internacional quando o assunto é a parceria com o Japão. Em 2025, o Estado exportou US$ 168,9 milhões para o mercado japonês. Os produtos no topo das negociações foram soja, carne de frango, farelo de soja, café e vermiculita.
O destaque está nas importações: o Estado foi destino de US$ 335,3 em produtos importados. A presença japonesa no mercado goiano foi mais forte em setores de tecnologia, principalmente nas áreas automotiva e farmacêutica.
Ouro
Apesar do resultado no esporte ser favorável para a seleção brasileira, Brasil e Escócia ganham no comércio internacional. Considerando que a Escócia é parte integrante do Reino Unido e foi destino de US$ 243,7 milhões em exportações goianas como ouro em barras, carnes bovinas congeladas e ferro-níquel.
Já Goiás importou um total de US$ 15,5 milhões em medicamentos, controladores programáveis e ferramentas de embutir, de estampar ou de puncionar.
Conexão interatlantica
O Marrocos foi o primeiro adversário da Seleção na fase de grupos, e o jogo terminou em 1 a 1. Na parceria internacional, açúcares de cana, carnes desossadas de bovinos e bovinos vivos foram os destaques do comércio de Goiás com o país africano em 2025.
O Estado arrecadou US$ 48,4 milhões em produtos exportados, contra US$ 1,4 milhão importados, com foco principalmente em fertilizantes.
A vantagem pode vir para Goiás com a expansão de comércio internacional para produtos Halal, um mercado que rendeu US$ 1,63 bilhão em 2025. Ao todo, foram US$ 740.7 milhões de exportações para países em que a certificação Halal é exigida para determinados produtos, além de US$ 896,2 milhões para países sem obrigação legal, mas que consomem, como o próprio Marrocos.