
A produção industrial goiana cresceu 3,9% em maio último quando comparada ao mesmo mês do ano passado. Com o desempenho, a indústria goiana acumula alta de 2,7% em 12 meses e de 1,8% no ano. É a terceira maior alta do país, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro (7,4%) e do Espírito Santo ( 10,8%).
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), ao destacar que Goiás registrou aumento de 7%, acima da média nacional (-0,2%).
Crescimento
O aumento da produção industrial goiana em 3,9% foi motivado pelo avanço de 8 dos 13 setores pesquisados pelo IBGE. Dentre eles, os mais relevantes foram a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (28,5%).
Destaque também para a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (131,2%), ressaltando a produção de etílico, biodiesel e automóveis com motor a gasolina, álcool ou bicombustível.
Alimentos
Com queda de 6,9% na produção, o grupo de fabricação de produtos alimentícios, por outro lado, representou a maior influência negativa para o índice goiano. Em maio, ele recuou pelo segundo mês consecutivo e chegou à quarta queda em cinco meses.
Com isso, o setor acumula variação negativa de 3,1% no ano, mas ainda mantém o acumulado positivo em 12 meses (2,6%).
Brasil
A produção da indústria brasileira caiu em 9 dos 15 locais pesquisados em maio, ante abril, conforme o IBGE. Na média brasileira, registrou queda de 0,2%, que foi puxada pelos recuos intensos na Bahia (-8,9%), Mato Grosso (-3,2%) e Região Nordeste (-3,2%).
Também houve perdas em Minas Gerais (-1,7%), Rio Grande do Sul (-1,1%), Pará (-1,0%), Espírito Santo (-0,5%), Rio de Janeiro (-0,3%) e São Paulo (-0,1%).
Em relação a maio de 2025, a indústria variou 0,2%, após avançar 2,7% em abril. O acumulado no ano avançou 1,4% e, nos últimos 12 meses, variou 0,4%.
A produção industrial apresentou taxas positivas em seis dos quinze locais pesquisados pelo IBGE em maio, na comparação com abril. Os maiores avanços foram no Ceará (3,2%), Pernambuco (2,4%) e Santa Catarina (2,3%). Bahia (-8,9%) e Mato Grosso (-3,2%) registraram as quedas mais intensas.