terça-feira, 11 de agosto de 2026
Goiás é o 8º estado em potencial de consumo

Goiás é o 8º estado em potencial de consumo

Conforme o IPC Maps, Goiás é líder na Região Centro-Oeste

11 de agosto de 2026

O potencial de consumo em Goiás está entre os 10 maiores do país

O varejo de Goiás deverá movimentar cerca de R$ 22,34 bilhões em 2026, colocando o Estado na oitava posição entre as unidades da Federação com maior potencial de consumo varejista do Brasil. Os dados são do IPC Maps 2026, levantamento especializado no potencial de consumo das famílias brasileiras.

No ranking nacional, Goiás aparece atrás apenas de São Paulo, que lidera com potencial de R$ 150,5 bilhões; Minas Gerais, com R$ 60,2 bilhões; Rio de Janeiro, com R$ 41 bilhões; Rio Grande do Sul, com R$ 38,2 bilhões; Paraná, com R$ 37,5 bilhões; Bahia, com R$ 31,6 bilhões; e Santa Catarina, com R$ 30,4 bilhões.

O desempenho goiano também coloca o Estado à frente de mercados importantes do país. Pernambuco, por exemplo, aparece na nona colocação, com R$ 20,4 bilhões, enquanto o Ceará ocupa o décimo lugar, com R$ 15,9 bilhões.

Entre os estados do Centro-Oeste, Goiás lidera o ranking, superando Mato Grosso, com R$ 12,6 bilhões, e Mato Grosso do Sul, com R$ 9,5 bilhões. O Distrito Federal, que não é um estado, apresenta potencial de R$ 9,6 bilhões.

Brasil

No Brasil, as despesas das famílias com os segmentos do varejo analisados pelo IPC Maps devem alcançar R$ 568,6 bilhões neste ano, crescimento de 6,9% em relação a 2025, quando o potencial estimado era de R$ 532,1 bilhões. Na prática, são cerca de R$ 36,5 bilhões a mais circulando nesses segmentos.

O vestuário confeccionado deverá concentrar a maior parcela dos gastos, com R$ 194,4 bilhões, alta de 6,4% sobre os R$ 182,7 bilhões registrados em 2025. Na sequência aparecem mobiliários e artigos do lar, com R$ 121,5 bilhões; eletroeletrônicos, com R$ 118,1 bilhões; calçados, com aproximadamente R$ 78 bilhões; artigos de limpeza, com R$ 42,7 bilhões; e jóias, bijuterias e armarinhos, com R$ 13,8 bilhões.

Entre essas categorias, o maior avanço percentual deverá ocorrer nos artigos de limpeza, cujo potencial de consumo sobe 7,7% na comparação anual. Mobiliários e artigos do lar e eletroeletrônicos avançam 7,4% cada. Já vestuário, jóias, bijuterias e armarinhos crescem 6,4%, enquanto calçados apresentam expansão de 6,1%.

Classes

Os números também revelam diferenças importantes no comportamento do consumo entre as classes sociais. A classe C concentra o maior potencial de consumo varejista do País, com R$ 238 bilhões previstos para 2026, avanço de 14,5% sobre os R$ 207,9 bilhões do ano anterior.

A maior expansão proporcional, no entanto, ocorre na classe A. O potencial desse grupo passa de R$ 58,6 bilhões para R$ 68,7 bilhões, crescimento de 17,4%. Nas classes D/E, a estimativa avança 2,8%, chegando a R$ 70 bilhões.

A classe B segue na direção contrária. O potencial estimado recua de R$ 197,5 bilhões em 2025 para R$ 191,8 bilhões neste ano, queda de 2,9%.

Consumo

O crescimento do consumo ocorre em paralelo à expansão do número de empresas ligadas ao comércio. Entre abril de 2025 e abril de 2026, o número de estabelecimentos varejistas e atacadistas no Brasil aumentou 6,7%, com a incorporação de 377.048 empresas.

Com isso, o Brasil passou de aproximadamente 5,59 milhões para 5,97 milhões de estabelecimentos comerciais. Somente no varejo, são 5,33 milhões de empresas, crescimento de 6,8% e acréscimo de 337,2 mil estabelecimentos. O atacado chegou a 638,9 mil empresas, alta de 6,7%.

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