Após voltar dos EUA, Fabio Dourado criou a Palhettos, que hoje conta com 200 pontos de revenda e atende 20 mil clientes por mês

O goiano Fabio Dourado fundou a rede de sorveterias Palhettos em 2018, quando voltou dos Estados Unidos a fim de construir um negócio.
Atualmente, a Palhettos conta com quatro lojas próprias em Goiânia, além de uma fábrica e outros 200 pontos de revenda em Goiás. A empresa tem 35 colaboradores atualmente, com faturamento mensal aproximado de R$ 700 mil.
As lojas da Palhettos atendem 20 mil clientes por mês. O apreço do público é perceptível. Basta ir aos finais de semana à loja na Praça Boa Ventura, no Setor Leste Vila Nova, onde vendem hambúrgueres, pit-dogs e sorvetes, para constatar o quanto o local é requisitado. O estabelecimento fica tão lotado que vários clientes são atendidos em dezenas de mesas espalhadas na própria praça.
“A Palhettos deixou de ser apenas uma sorveteria e passou a atuar também como indústria, varejo e fornecedora para outros negócios, criando diferentes formas de levar nossos produtos até o consumidor”, relatou Gabriella Lamberti, CEO da Palhettos Fábrica, ao ser perguntada sobre a expansão do negócio. Gabriella é filha e sócia do fundador, Fabio.
Especialidade
A empresa produz sorvetes na própria fábrica, o que é um grande diferencial, segundo Gabriela. “Ter uma fábrica própria nos permite acompanhar de perto todo o processo de produção e desenvolver produtos de acordo com o que o nosso público realmente procura”, afirmou.
A Palhettos oferece vários tipos, sabores e tamanhos de sobremesas geladas, como açaís e sorvetes. O objetivo é oferecer algo que agrade o cliente, mas que dê uma boa margem de lucro para os revendedores.

Trajetória
A história da empresa começou quando Fabio ainda morava nos Estados Unidos, onde foi imigrante e trabalhou por mais de 10 anos. Apesar de gostar de lá, seu desejo era voltar para Goiânia e construir um negócio que melhorasse a vida da família.
Então, após retornar, Fabio comprou a primeira unidade da Palhettos na Praça Boa Ventura por R$ 300 mil, onde já havia uma sorveteria pertencente a outros proprietários.
Inicialmente, comercializavam uma marca terceirizada e faziam self-service. A virada do negócio veio quando perceberam a oportunidade de oferecer mais do que sorvetes. Pouco tempo depois, começou a oferecer lanches no estilo pit-dog durante a noite, na mesma unidade, que teve aceitação grande.
“Foi nesse momento que percebemos que havia espaço para construir algo ainda maior. Sentíamos que faltava um sorvete que tivesse a nossa identidade, com os sabores que nós gostávamos e, principalmente, que atendesse aos desejos do nosso público”, contou Gabriella.
Fábrica
Com esse pensamento, ele investiu R$1,2 milhão e inaugurou a fábrica própria em 2020, quando passou a produzir os próprios sorvetes. No início, o objetivo era abastecer somente a loja, mas logo surgiu a oportunidade de vender para comércios de pessoas próximas. Posteriormente, a empresa passou a fornecer para outros estabelecimentos e, hoje, está em todo o estado.
Pai e filha têm investido em outras lojas em Goiânia. Os investimentos variaram de R$ 250 mil a R$ 800 mil, de acordo com o tamanho, localização e estrutura de cada unidade.

Próximos passos
O desejo da empresa é crescer e aprimorar seus produtos com foco no consumidor. “Também pretendemos ampliar nossa rede de revendedores, ao mesmo tempo em que estruturamos melhor esse modelo para oferecer ainda mais suporte aos parceiros. Paralelamente, estamos trabalhando na estruturação do modelo de franquias, que ainda está em fase de testes e desenvolvimento”, contou Gabriella.
Atualmente, a Palhettos tem uma unidade no modelo de franquia, que ainda está em fase de testes. A expectativa é utilizar o projeto, a longo prazo, para levar a marca para mercados ainda maiores. A CEO da Palhettos Fábrica também disse ao EMPREENDER EM GOIÁS que a empresa quer chegar a mais cidades de Goiás e a outros mercados do Centro-Oeste.
“Para acompanhar esse crescimento, também está nos nossos planos ampliar nossa estrutura física de fábrica e nossa capacidade produtiva”, afirmou.