quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Preços de imóveis mais que dobram em 5 anos

Preços de imóveis mais que dobram em 5 anos

Em Goiânia, de acordo com a Ademi-GO, o preço médio do metro quadrado chegou a R$ 11.681,00

23 de setembro de 2026

O valor do metro quadrado do Setor Marista é o mais alto de Goiânia: quase R$ 14 mil

O preço médio dos imóveis residenciais em Goiânia mais que dobrou nos últimos cinco anos. O valor médio do metro quadrado passou de R$ 5.687, em 2021, para R$ 11.681 no primeiro semestre de 2026, uma valorização acumulada de 105% no período. Somente nos seis primeiros meses deste ano, a alta chegou a 7,4%.

Os números fazem parte de levantamento da Brain Inteligência Estratégica divulgado nesta terça-feira (22) pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO). A valorização ocorre em um momento de forte aquecimento do setor na capital.

Entre janeiro e junho, foram comercializadas 7.219 unidades residenciais, maior volume registrado em um único semestre desde o início da série histórica. As vendas cresceram 42% em relação ao primeiro semestre de 2025, enquanto a média nacional avançou 5,4%.

Valorização

Segundo o diretor de Pesquisas e Estatísticas da Ademi-GO, Credson Batista, o comportamento do preço indica a possibilidade de 2026 terminar novamente com valorização de dois dígitos.

“Uma valorização de 7,4% em apenas seis meses indica que devemos encerrar 2026 com mais um ano de alta de dois dígitos, o que vem se repetindo desde 2020. Mantida essa tendência, teremos novamente uma valorização acima da taxa Selic”, afirma.

Metro quadrado

Morar em algumas das regiões mais disputadas de Goiânia já custa, em média, R$ 14 mil por metro quadrado. Levantamento do mercado imobiliário aponta que os setores Marista (R$ 13.853), Bueno (R$ 13.180) , Oeste e  Jardim Goiás registraram  média de  R$ 13.147) por m² no primeiro semestre de 2026.  Bueno e Marista concentram, juntos, 31,8% de toda a oferta imobiliária de Goiânia.

Credson Batista: ” Mantida essa tendência, teremos novamente uma valorização acima da taxa Selic”

Credson atribui os valores mais elevados nesses bairros à infraestrutura já consolidada, à disponibilidade de comércio, serviços e lazer e à localização em relação aos principais corredores de mobilidade.

“São essas mesmas características que fazem desses endereços os mais demandados e naturalmente os mais ofertados”, explica.

Vendas

A escalada dos preços ocorre ao mesmo tempo em que Goiânia mantém ritmo elevado de comercialização. Com crescimento de 42% nas vendas residenciais, a capital avançou quase oito vezes mais que a média brasileira de 5,4% na comparação entre os primeiros semestres de 2025 e 2026.

O desempenho levou Goiânia à posição de quarta capital com maior número de imóveis comercializados no país em 2026. Nos dois anos anteriores, a cidade havia ocupado a terceira colocação. Segundo a Ademi-GO, o resultado chama atenção também pelo cenário de juros elevados, que restringe o acesso ao financiamento, sobretudo para famílias de classe média.

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