sábado, 7 de novembro de 2026
Desemprego em Goiás deve encerrar 2026 entre os menores do país

Desemprego em Goiás deve encerrar 2026 entre os menores do país

Projeção do Instituto Mauro Borges aponta que a taxa de desocupação em Goiás deve recuar para 3,6% até dezembro.

6 de novembro de 2026

–  IMB indica que Goiás vai encerrar 2026 com taxa de desemprego 20% abaixo da média nacional

Goiás deve encerrar 2026 com uma taxa de desemprego 20% inferior à média nacional. A projeção é do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), que aponta desocupação de 3,6% no estado até dezembro, contra 4,5% no Brasil.

Os dados constam no Boletim de Projeções Macroeconômicas do terceiro trimestre, divulgado em outubro, e indicam a continuidade da redução do desemprego no mercado de trabalho goiano.

O desempenho acompanha os resultados registrados ao longo do ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego em Goiás recuou de 4,4% no segundo trimestre de 2025 para 4% no mesmo período de 2026. No Brasil, o índice ficou em 5,4%, mantendo o estado com desocupação de 1,4 ponto percentual inferior à média nacional.

Rendimento

Os trabalhadores goianos também registram rendimento médio superior à média brasileira. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE em agosto, mostram que o trabalhador goiano recebeu, em média, R$ 3.946 por mês no segundo trimestre de 2026. O valor supera em R$ 208 o rendimento nacional, de R$ 3.738, uma diferença de 5,6%.

O crescimento da renda também é acima do registrado no país. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a renda média do trabalho em Goiás avançou 9,1% em termos reais, passando de R$ 3.618 para R$ 3.946. No mesmo período, a média brasileira aumentou 2,8%, passando de R$ 3.635 para R$ 3.738.

Os indicadores de renda e emprego reforçam o desempenho do mercado de trabalho estadual. No segundo trimestre de 2026, Goiás tinha aproximadamente 3,88 milhões de pessoas ocupadas, segundo o IBGE. O setor de serviços concentrou o maior contingente, com 1,95 milhão de trabalhadores (50,2%), seguido pelo comércio, com 867 mil (22,3%). Na comparação com o mesmo período de 2025, o comércio registrou crescimento de 5,8% no número de ocupados.

As projeções do IMB indicam que a diferença entre as taxas de desemprego estadual e nacional deve permanecer até dezembro. A estimativa para Goiás varia entre 3,5% e 3,7%. O índice brasileiro deve variar entre 4,3% e 4,6%. O mercado de trabalho goiano em 2026 deve continuar contribuindo para a sustentação da economia.

Vinculado à Secretaria-Geral de Governo de Goiás, o IMB elaborou as projeções com base nos indicadores da PNAD Contínua e em modelos estatísticos próprios. Os percentuais de desemprego previstos para dezembro são estimativas e poderão ser atualizados conforme a divulgação de novos dados.

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