Capital registrou IPCA de 0,96% em outubro, bem acima da média nacional de 0,09%. Culpa da gasolina e energia.

Goiânia teve a maior inflação oficial do país registrada em outubro deste ano. Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (11/11) pelo IBGE, a capital registrou um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 0,96%. Bem acima da média nacional, em que o IPCA teve alta de apenas 0,09%.
Em setembro, o IPCA de Goiânia também já esteve entre os mais altos entre as capitais pesquisas pelo IBGE, com 0,75%. Principais motivos: preços dos combustíveis (destaque para gasolina) e da energia elétrica.
Aliás, o forte reajuste de quase 20% na conta de energia dos goianos aconteceu somente no final do mês passado, mas ainda assim gerou impacto de 6% na inflação do mês. Ou seja: acredita-se que o IPCA de Goiânia continuará elevado em novembro.
Já a inflação do país em outubro ficou abaixo da taxa registrada em setembro (0,48%). No ano, o IPCA acumula alta de 3,73% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,68%, abaixo dos 5,17% dos 12 meses imediatamente anteriores. Ou seja: a inflação no Brasil está em clara trajetória de queda.
Acumulando alta de 13,64% no ano, a energia elétrica residencial é o principal impacto no IPCA brasileiro.
O menor IPCA (-0,15%) foi registrado em São Luís e Belo Horizonte. Na primeira, a influência veio da queda no arroz (-3,49%) e na gasolina (-1,24%). Já em Belo Horizonte, destacam-se as quedas na gasolina (-3,97%) e na energia elétrica residencial (-2,71%).