sábado, 7 de março de 2026
Em Goiás, mulheres recebem 40% menos que os homens

Em Goiás, mulheres recebem 40% menos que os homens

Levantamento do IBGE revela que a diferença do rendimento é de R$ 1.172,00

6 de março de 2026

Em 2025, os homens tiveram rendimento médio mensal 40% maior do que as mulheres, em Goiás. De acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (6) pelo IBGE, a média de rendimento dos homens foi de R$ 4.129, enquanto a das mulheres foi de R$2.957. Ou seja, uma diferença de R$ 1.172,00.

Essa diferença percentual de 39,6% foi bastante semelhante à diferença notada no ano anterior (40,4%) e muito maior do que a menor diferença já identificada no estado (27,1% em 20217).

A diferença em Goiás é muito maior do que a observada no país. No último ano, a diferença de rendimento entre homens e mulheres no cenário nacional foi de 26,7%. Homens tiveram média de R$3.943, enquanto as mulheres, a média foi de R$3.113.

Mulheres têm mais estudo

Por outro lado, as mulheres têm tido maior sucesso nos estudos em Goiás no que diz respeito a completar o ensino médio e superior. Os dados mais recentes do IBGE apontam que elas são maioria entre as pessoas com ensino médio completo (51,7%, superior completo (57,9%) e superior incompleto (50,7%).

Por outro lado, os homens apresentam os maiores percentuais entre as pessoas com fundamental incompleto. Entre as pessoas sem instrução, as mulheres são maioria novamente (51,4%).

Os dados refletem com precisão a situação nacional. No Brasil, as mulheres são maioria entre os três maiores níveis de instrução, mas também são a maioria entre aqueles sem instrução. Já os homens são maioria no ensino fundamental incompleto.

Desemprego

Uma das boas notícias levantadas pela pesquisa do IBGE é a diminuição da diferença entre homens e mulheres nas taxas de desemprego. Mulheres ainda sofrem mais com o desemprego do que os homens, mas a situação está se nivelando. Em 2025, a diferença foi só de 1%.

As mulheres tiveram taxa de desemprego de 5,2% em Goiás, enquanto os homens tiveram 4,2%. No Brasil, embora a diferença em pontos percentuais também seja a menor já calculada (2,3%.), não se nota uma queda tão significativa quanto a observada em Goiás.

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