terça-feira, 25 de agosto de 2026
Goiana faz sucesso com pamonhas de sabores diferenciados

Goiana faz sucesso com pamonhas de sabores diferenciados

Dona da Pamonharia da Ana, em Anápolis, Ana Paula vendia pamonha para custear faculdade e hoje fatura mais de R$ 500 mil

9 de julho de 2026

Ana Paula Rodrigues: “Hoje recebemos encomendas de Goiânia, Brasília, Rio Verde e até de Manaus por causa dos vídeos”

A farmacêutica Ana Paula Rodrigues, de 36 anos, decidiu trocar a estabilidade da carteira assinada pelo empreendedorismo. O que começou como uma forma de complementar a renda da família e pagar a faculdade se transformou na Pamonharia da Ana, negócio que hoje atende cerca de 2,5 mil clientes por mês, fatura mais de R$ 500 mil por ano e já planeja expandir para outras cidades.

A história da empreendedora começou em 2020. Casada, mãe de três filhos e ainda cursando Farmácia, Ana aproveitou conhecimento que trazia desde a infância para aumentar a renda da família: fazer pamonhas. A tradição veio da família, que já trabalhava com a produção do alimento.

“Eu fazia as pamonhas praticamente para custear a minha faculdade. O meu salário e o do meu marido erma para manter a casa. Então, a pamonha surgiu para ajudar a pagar o curso”, relembra.

Venda

Na época, Ana trabalhava em uma indústria farmacêutica e fazia as pamonhas durante as noites de sexta-feira para vender aos colegas de trabalho no sábado. A aceitação foi tão grande que ela chegou a produzir cerca de 200 unidades por fim de semana apenas para atender os funcionários da empresa.

Com o aumento da procura, ela passou a vender também para moradores do bairro onde vivia. Em pouco tempo, a renda obtida com as pamonhas já superava o salário como farmacêutica.

Decisão corajosa

A virada definitiva aconteceu em 2023. Três dias antes de deixar a indústria, Ana inaugurou a Pamonharia da Ana, após investir R$ 45 mil no primeiro ponto comercial.

“Foi uma decisão muito corajosa. Eu comprei praticamente tudo fiado e precisava do acerto da empresa para pagar os investimentos. Mas eu já via que estava ganhando mais com as pamonhas do que com o meu salário”, afirma.

O pequeno espaço rapidamente ficou insuficiente para atender a demanda. Atualmente, o negócio atende entre 2 mil e 2,5 mil clientes por mês. A produção fica, em média, em 200 pamonhas por dia, podendo chegar a 500 unidades diárias nos períodos de maior movimento.

Primeiro veio a pamonha Super Queijo e, depois, nasceu a pamonha de costela, que é um dos maiores sucessos da casa

Sabores diferenciados

Segundo Ana, a inovação foi necessária para se destacar em um mercado competitivo. “Quando abri a pamonharia, eu tinha mais de dez concorrentes na região. Eu precisava fazer algo diferente. Primeiro veio a pamonha Super Queijo e, depois, nasceu a pamonha de costela, que hoje é um dos maiores sucessos da casa”, conta.

Por isso mesmo, além das versões tradicionais de sal e doce, o cardápio ganhou receitas que se tornaram marcas da casa, como a pamonha de costela, a Super Queijo e a de linguiça com jiló.

Para manter a produção, a pamonharia utiliza, em média, 10 mãos de milho por dia, o equivalente a cerca de 600 espigas. Nos fins de semana, o volume pode subir para 12 ou 15 mãos, conforme o movimento. Tudo isso é possível graças a cinco pessoas: a própria Ana, sua mãe, seu marido, a cunhada e um dos filhos. 

Redes sociais

Outro fator decisivo para o crescimento do negócio foi o investimento nas redes sociais. Ao lado de um videomaker, Ana passou a mostrar os bastidores da produção e o preparo das pamonhas de forma espontânea. A estratégia fez o perfil da empresa saltar de cerca de 3 mil para 17,5 mil seguidores, com vídeos que ultrapassaram quatro milhões de visualizações.

“Não adianta viralizar só para ganhar seguidores. O objetivo é transformar isso em venda. Hoje recebemos encomendas de Goiânia, Brasília, Rio Verde e até de Manaus por causa dos vídeos”, destaca.

Faturamento

Em 2025, a Pamonharia da Ana registrou faturamento bruto entre R$ 500 mil e R$ 550 mil. Para este ano, a expectativa é alcançar entre R$ 600 mil e R$ 700 mil, enquanto os recursos continuam sendo reinvestidos na ampliação da estrutura.

Os próximos passos incluem um espaço maior, com área infantil, a retomada do fornecimento para supermercados e, principalmente, a expansão da marca para outras cidades.

“Meu sonho é levar a pamonha goiana para mais pessoas. Tenho muita vontade de abrir unidades em Goiânia e Brasília e, no futuro, transformar a Pamonharia da Ana em uma franquia. Acho que o sonho de todo empreendedor é crescer e fazer o seu produto chegar cada vez mais longe”, conclui.

O portal EMPREENDER EM GOIÁS tem como principal objetivo incentivar, apoiar e divulgar os empreendedores goianos com conteúdos, análises, pesquisas, serviços e oportunidades de negócios.

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