Representantes do Sistema OCB/GO, da universidade e líderes de cooperativas discutiram uma minuta do curso a ser enviada ao MEC

A Universidade Federal de Goiás (UFG) quer ser a terceira universidade do País a oferecer uma graduação bacharelada em Cooperativismo. O projeto do curso foi apresentado recentemente durante reunião no Campus da UFG em Caldas Novas.
Caso seja aprovada, a nova graduação estará disponível a partir do ano que vem. Essa é a expectativa dos representantes do Sistema OCB/GO, da UFG, líderes cooperativistas e políticos locais que participaram do encontro.
A equipe da UFG apresentou o local onde, possivelmente, será desenvolvida a graduação. A área tem 256 hectares e recebe aulas práticas de alunos da UFG e de programas de intercâmbio de vários países.
A reunião foi marcada pelo diálogo, pela apresentação da grade do curso, além da busca de alternativas conjuntas para o desenvolvimento da graduação. Hoje, apenas as universidades do Rio Grande do Sul e de Viçosa (MG) oferecem graduação em cooperativismo na categoria bacharelado.

Impacto
Luís Alberto Pereira, presidente do Sistema OCB/GO, entende que um curso de Cooperativismo terá grande impacto não só para as cooperativas e a comunidade acadêmica, mas também para toda a população da região de Caldas Novas.
“Creio que estamos em um momento memorável, que vai mudar vidas e histórias de pessoas e cooperativas. Essa é a base do cooperativismo: atuar a favor do interesse da comunidade.”
O presidente mencionou o desejo das cooperativas de apoiar o curso superior e disse acreditar que, por ser uma graduação escassa no país, atrairá pessoas do Brasil inteiro para o Campus de Caldas Novas.
A reitora da UFG, Sandramara Matias, demonstrou otimismo com a nova oportunidade e afirmou que a mobilização conjunta é fundamental para tirar o projeto do papel. “Precisamos contar com as forças políticas, para conseguirmos aprovar o curso no Ministério da Educação e as vagas para professores. Assim, muito brevemente, começaremos o curso. Essa força é essencial neste momento”, frisou.

Projeto
O projeto apresentado propõe que a graduação seja um bacharelado presencial de oito semestres, com abordagem de diversos ramos do cooperativismo. Serão 80 vagas por ano – 40 por semestre, atendendo a pedagogia de alternância. Os alunos passarão parte do curso alojados no Campus e terão atividades práticas em cooperativas de suas respectivas comunidades.
Para o professor Juliano Lima, da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas da UFG, responsável pela elaboração da minuta do curso, essa é uma oportunidade de trazer transformação ao Estado.
“Nosso plano é desenvolver um curso que atenda todos os ramos do cooperativismo e tenha um processo pedagógico de alternância, em que o aluno vivencie uma experiência aqui no Campus e, posteriormente, retorne para sua cidade para praticar e compartilhar o conhecimento adquirido com as cooperativas de sua região. Tenho esperança de que o curso transformará o modelo de negócio no Estado”, afirmou.
Impactos
Para as lideranças das cooperativas locais, caso a graduação se confirme, haverá diversos impactos positivos, tanto para a comunidade local quanto para as próprias cooperativas.
Para José Lourenço, presidente da Cooperativa Agropecuária Mista de Piracanjuba (Coapil), o curso vai “fortalecer a cultura cooperativista, formando profissionais qualificados e mostrando a força do cooperativismo como modelo capaz de impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável”.
A Coapil pretende incentivar a participação dos colaboradores, cooperados e da comunidade, além de apoiar a implantação do curso. Josemar Lopes, vice-presidente do Sicoob Centro-Sul, acredita que é fundamental conhecer, participar e apoiar iniciativas que promovam o fortalecimento do cooperativismo.
“A graduação promoverá conhecimento em todos os ramos cooperativistas, trazendo inovação, criação de novos líderes e envolvimento social, além de gerar novas oportunidades no mercado de trabalho. É um marco histórico”, disse Josemar.