segunda-feira, 15 de abril de 2024
Cachaçaria goiana lança o ´champanhe do cerrado´

Cachaçaria goiana lança o ´champanhe do cerrado´

A Cachaçaria Callida inicia a produção em Cristalina (GO) de uma bebida alcoólica gaseificada inovadora, envelhecida na madeira do cerrado.

9 de maio de 2023

Célio Cintra: “A nossa nova bebida, o Amary, será o champanhe do cerrado”

Após se firmar no mercado com vários prêmios selos de ouro com a cachaça, a Cachaçaria Callida parte agora para a produção de uma bebida alcoólica gaseificada, envelhecida na madeira do cerrado. A novidade é fruto de pesquisa e parceria entre a empresa goiana, localizada em Cristalina (GO), o Instituto Senai e a Universidade Federal de Goiás. É um produto inovador e pioneiro que estará nos pontos de vendas de todo o Brasil, no prazo de até 50 dias.

O lançamento do Amary chegará envasado em latas e em garrafas como as dos espumantes e dos ice. Já é produzido pela indústria, mas aguarda o aval do Ministério da Agricultura e Pecuária para chegar ao mercado. “A nossa nova bebida, o Amary, será o champanhe do cerrado com um teor alcoólico de 5% e envelhecida na madeira do cerrado”, conta o diretor-proprietário Célio Cintra.

Há alguns meses, a Callida está fazendo degustação do produto em lojas especializadas do ramo, em confrarias da cachaça e em feiras nacionais. Cintra diz que a aceitação é surpreendente. A expectativa é que, neste primeiro ano, a produção chegue a 10 mil litros do produto. Para até 2027, a estimativa é de 100 mil litros/ano.

Produção

Atualmente, a indústria produz 30 mil litros/ano de cachaça com a marca Callida. Reconhecida com duas medalhas de ouro na maior feira de cachaça do mundo, a Expo Cachaça, realizada em Belo Horizonte (MG). E com outro prêmio maior no concurso de vinhos e destilados, em São Paulo.

A empresa, nesta segunda fase, com apenas seis anos no mercado, passa por mais uma fase de expansão para garantir o aumento da produção da cachaça e do espumante do cerrado à base de cachaça. Em quatro anos, a expectativa é triplicar a produção de cachaça chegando a cerca de 100 mil litros/ano.

Célio Cintra afirma que o mercado de cachaça é promissor e há muito espaço para a Callida crescer. A produção no Brasil é cerca de 1,3 bilhão de litros por ano. Contudo, somente 0,7% é exportado. Ele cita que, após anos de luta, acabou-se o preconceito de se beber cachaça. Inclusive, existem confrarias da cachaça que já é a segunda bebida alcoólica mais consumida no Brasil, por homens e por mulheres, atrás apenas da cerveja.

Exportações

A empresa goiana tem expectativa de fazer exportações, a médio prazo. Inclusive, a indústria recebeu comerciantes do produto da França e da Inglaterra interessados em vender a cachaça goiana na Europa. Contudo, destaca o empresário, no momento o foco é investir em pesquisas, no novo produto e em aumentar a produção para atender os mercados.

A Callida Comércio e Indústria de Bebidas começou a funcionar em 2004. Mas em 2010 paralisou a produção quando o pai de Célio, Waldomiro Batista Cintra, veio a falecer. Ao se aposentar como delegado de polícia, em 2017, Célio Cintra decidiu reiniciar o negócio da família. Para isto, fez vários cursos sobre a produção, a gestão e o comércio de cachaça, além de ter investido no canavial para garantir a matéria prima, a cana de açúcar.

“Nosso foco é a qualidade do produto seguindo um legado deixado pelo meu pai”, destaca Célio ao lembrar que o grande empecilho para o mercado crescer mais é a alta carga tributária sobre o produto, que é o segundo maior no Brasil, atrás apenas dos impostos sobre o cigarro.

Saiba mais: Indústria da cachaça avança em Goiás

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One thought on “Cachaçaria goiana lança o ´champanhe do cerrado´”

  1. Alceu José Marcelino disse:

    Só tenho que parabenizar todos vcs pela criação do novo destilado! Que Deus abençoe que dê tudo certo . O difícil é que vc disse é carga tributária que um absurdo.