sábado, 2 de março de 2024
Doce negócio: independência para a família

Doce negócio: independência para a família

Depois de deixar emprego em loja de calçados, empreendedora goiana abre confeitaria e agora inicia projeto de ampliar a sua própria fábrica.

17 de setembro de 2023

Autodidata, Dayane dos Santos começou fazendo bolos de pote e hoje emprega 11 colaboradores

Os doces entraram na vida de Dayane Christina dos Santos há quase dez anos. Na época, ela trabalhava em uma loja de calçados e começou a fazer bolos de pote para ajudar a pagar o curso de Direito na PUC. Autodidata, Dayane conta que esse universo mudou sua vida, a de sua família e a das pessoas que trabalham com ela. Atualmente são 11 colaboradores na My Luv, entre a fábrica de bolos, a confeitaria e o serviço de entrega. A empresa está localizada em Aparecida de Goiânia (GO).

Todos os dias, Dayane pegava o ônibus com duas caixas de isopor carregadas com os doces que ela levava para vender no trabalho e na faculdade. “As pessoas começaram a comprar dentro do ônibus, tanto que um dia cheguei ao meu trabalho com as caixas vazias”, conta. Assim, com uma maquininha de cartão na bolsa, ela ampliou as vendas, anunciando também nos grupos do Facebook, já com produtos diversificados, bolos, pavês, tortas, salgadinhos, cupcakes.

Animada com os resultados, Dayane decidiu deixar o emprego, onde trabalhava de segunda a sábado. “Era muito cansativo, chegava da faculdade e ia fazer os bolos e doces para levar no outro dia”, justifica. Nessa época, ela começou a fazer feira. Sem carro, levava os produtos em carrinho de mão e fazia três feiras por semana, perto de sua casa, em Aparecida de Goiânia. As pessoas faziam fila para comprar em sua banca.

Família

Três meses depois, ela engravidou e teve uma gestação de risco, o que a fez interromper o trabalho para fazer repouso. Já que tinha de ficar deitada, Dayane começou a ver vídeos e a fazer modelagens e doces personalizados. “Eu fazia e postava as fotos. As pessoas procuravam para fazer encomendas”, lembra. Quando deu à luz, ela não chegou a fazer resguardo, tinha encomenda para entregar três dias depois do nascimento do filho, João Pedro, hoje com 9 anos.

Com as encomendas aumentando, ganhou o apoio da tia, Selma Maria da Silva, que se mudou de Bonfinópolis para trabalhar com ela. “Nunca teria alcançado o que conquistei hoje, se não fosse por ela”, reconhece. Logo depois, veio outra funcionária. E Dayane ainda ministrava cursos de confeitaria, tudo em sua casa, de três cômodos. Nesse meio tempo, ela percebeu que não seria possível manter a casa e o negócio no mesmo lugar e alugou uma casa, deixando o espaço próprio para produzir os quitutes.

Também nessa época, ela decidiu abrir uma vitrine, com um balcão simples. “No primeiro mês vendemos mais de R$ 12 mil e vi que tinha de ter uma loja, manter aquele espaço com alguém fazendo os atendimentos”.

Profissionalização

O início do negócio da loja foi eufórico, mas depois estagnou. Mas, com a pandemia (e o isolamento social), os pedidos voltaram a crescer. Então, o marido de Dayane, Carlos Alberto, também deixou o emprego e começou a fazer as entregas. Tiveram de aumentar a antiga casa, que ganhou mais dois cômodos e hoje tem três cozinhas, uma delas refrigerada. Também precisaram alugar a casa ao lado.

Agora, no local funciona uma fábrica de bolos e doces, próximo ao Aparecida Shopping, no centro de Aparecida de Goiânia. A loja, uma cafeteria, está sendo finalizada e deverá ficar pronta até o final de outubro.

Dayane conta que a profissionalização do negócio veio depois que ela recebeu uma consultoria do Sebrae. “Fomos crescendo organicamente, mas sem um planejamento. Com o Sebrae, alinhamos as questões de produção, fluxo de caixa, controle de estoque”, conta. Também foi possível conseguir um financiamento do FCO para a compra de maquinário e fazer as obras. “A confeitaria transformou minha vida e a das pessoas à minha volta. Sinto um prazer enorme com meu trabalho e em ajudar as pessoas”, diz.

Dayane faz isso por meio dos cursos que ministra e respondendo a dúvidas de pessoas que nem conhece, que podem ajuda por meio do seu perfil no Instagram. Ela abriu recentemente um curso on-line.

Leia também: Cafetaria inova e cresce no mercado há duas décadas

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One thought on “Doce negócio: independência para a família”

  1. Cleuma Vieira de Castro Batista disse:

    Parabéns Daine pelo seu esforço
    Sou sua cliente