quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024
Confira o peso de encher o tanque de gasolina em Goiás

Confira o peso de encher o tanque de gasolina em Goiás

Indicador mostra a proporção da renda domiciliar mensal necessária para abastecer um tanque de 55 litros com gasolina comum.

14 de dezembro de 2023

Encher o tanque de gasolina consumiu, em média, 6,4% da renda das famílias que moram em Goiás, no terceiro trimestre deste ano. Em Goiânia, foi menor, 4,5% Segundo o Indicador de Poder de Compra de Combustíveis, calculado pela Fipe com base em dados do IBGE e divulgado no Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade.

O resultado em Goiás é um pouco menor que a média nacional, que foi de 6,6% da renda das famílias brasileiras. O indicador representa a proporção da renda domiciliar mensal que seria necessária para custear o abastecimento de um tanque de 55 litros com gasolina comum.

O estudo evidencia as diferenças regionais relevantes no peso dos combustíveis no bolso dos brasileiros. De acordo com o levantamento, é maior no Nordeste (11%), região representada por Maranhão (12,1%), Alagoas (11,9%) e Bahia (11,4%). Os três lideram o ranking de estados com o percentual da renda domiciliar necessário para arcar com o custo de um tanque de gasolina.

Em contraste, as regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentaram o menor percentual. No Centro-Oeste, o valor do tanque de gasolina correspondeu a 5,4% da renda domiciliar no terceiro trimestre de 2023. Destacando-se, nesse caso, o percentual calculado para aqueles que vivem e abastecem no Distrito Federal (3,5%).

Estados do Sudeste e Sul completaram a lista de estados onde o custo de um tanque de gasolina representa a menor média da renda dos brasileiros. Com percentuais apurados de 4,9%, em São Paulo, 5,4%, em Santa Catarina, e 5,5%, no Rio de Janeiro.

Capitais

Comparativamente, entre as capitais, os percentuais encontrados são menores, em razão do maior nível de renda. A cidade de Rio Branco (AC) registrou o maior percentual no ranking, com 9,2%. Seguida por Porto Velho (RO), com média de 9%, e São Luiz (MA), com 8,7%.

Já as capitais onde o custo de um tanque de gasolina comum pesou comparativamente menos no bolso dos brasileiros incluíram: Florianópolis, com 3,3%; Vitória, com 3,4%, seguida por Brasília com 3,5%. Na média das capitais brasileiras, o custo de se abastecer um tanque de gasolina equivaleu a 4,3% da renda domiciliar mensal.

Na avaliação dos percentuais médios nos grandes centros urbanos, como é o caso das capitais, é importante notar que o consumo – e a frequência de abastecimentos necessária em um mês, também tende a ser maior nessas localidades. Visto que há uma diversidade de fatores, incluindo: maior dependência e intensidade no uso dos veículos para deslocamento, maiores distâncias percorridas (por exemplo, entre local de moradia e trabalho), maior incidência.

Saiba mais: Combustíveis pressionam inflação em Goiânia

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