segunda-feira, 4 de março de 2024
Juros: Copom deve promover novo corte nesta semana

Juros: Copom deve promover novo corte nesta semana

A expectativa é que o Copom siga reduzindo a Selic em 0,5 ponto percentual. A taxa está atualmente em 11,75%.

30 de janeiro de 2024

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia, nesta terça-feira (30/1), a primeira reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. O encontro se estende até amanhã. A expectativa é que o Copom siga reduzindo a Selic em 0,5 ponto percentual.

A taxa está atualmente em 11,75%, devendo ser reduzida para 11,25%, segundo projeções do mercado financeiro captadas pelo boletim Focus, do BC. Reforça essa expectativa a ata da reunião anterior do Copom, divulgada em dezembro. Nela, o comitê disse que seus membros “concordaram unanimemente” em seguir com o atual ritmo de cortes da Selic “pelas próximas reuniões”.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, confirmou que a ata servia como guidance para as duas primeiras reuniões do Copom em 2024. Outro indicador que reforça a expectativa é o comportamento da inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2023 com alta acumulada de 4,62%, dentro do intervalo da meta estipulada pelo BC. Que era de 3,25% com tolerância de 1,5% para mais ou menos.

Projeções

Em paralelo, as projeções de analistas do mercado financeiro para a inflação de 2024 seguem reduzidas há ao menos quatro semanas, mostra o Focus. No boletim mais recente, a estimativa é que o IPCA encerre o ano em 3,86%. Para a Selic, a projeção tem se mantido estável em 9% para o final deste ano e 8,5% em dezembro de 2025.

Caso se confirme, a redução de 0,5 ponto percentual deverá ser o quinto corte seguido na Selic desde agosto, quando o BC interrompeu o ciclo de aperto monetário anterior e começou a reduzir os juros.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário em resposta à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

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