segunda-feira, 15 de abril de 2024
Goiás tem potencial para explorar hidrogênio natural

Goiás tem potencial para explorar hidrogênio natural

Estudo da EPE indicou áreas em Goiás com grande potencial para explorar o hidrogênio natural, especialmente como fonte de energia elétrica.

26 de fevereiro de 2024

Estudo realiza pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicou áreas em Goiás com grande potencial para a pesquisa de hidrogênio natural. O objetivo é exploração comercial futura, especialmente como fonte de energia elétrica. O estudo também destacou áreas no Ceará, Tocantins, Roraima e Bahia como potenciais para explorar o combustível, “alguns melhores e outros piores, mas sempre positivos”. Além do Rio de Janeiro e Minas Gerais, estados com maior potencial no Brasil.

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2031 (PDE 2031), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) incluiu a possibilidade de exploração e produção de hidrogênio natural, ou hidrogênio branco, em reservas no Brasil. “O hidrogênio natural aparece cada vez mais como uma opção importante a ser explorada pelas empresas de energia no futuro próximo”, cita o relatório da EPE.

Sempre encontrado na natureza como gás livre em camadas da crosta continental. Mas também nas profundezas da crosta oceânica ou em gases vulcânicos, gêiseres e sistemas hidrotermais. Pesquisas geofísicas confirmaram que parte do ferro encontrado em rochas no subsolo reagiu com a água e produziu hidrogênio.

Pesquisas recentes realizadas por agências dos Estados Unidos afirmam que deve haver “uma corrida do ouro” pelo hidrogênio natural (ou branco). Porque seria uma rota mais limpa e mais barata do que produzir H2 por meio da reforma a vapor ou da eletrólise (o chamado hidrogênio verde).

Goiás é um dos estados pioneiros em criar legislação própria para esta área. O governador Ronaldo Caiado (União) sancionou, no início do ano passado, a lei que criou a Política Estadual do Hidrogênio Verde. Traz como diretriz “estimular a destinação de recursos financeiros na legislação orçamentária para o custeio de atividades, programas e projetos” relacionados ao desenvolvimento da cadeia de H2V no estado.

Além disso, em outubro do ano passado, o governo de Goiás e a UFG assinaram convênio que objetiva a implantação do Centro de Excelência em Hidrogênio e Tecnologias Energéticas Sustentáveis. O objetivo é incentivar a inovação e a atração de investimentos na denominada economia de baixo carbono. Baseada em fontes de energia renovável e hidrogênio, tem sido apontado como o combustível do futuro. A promessa é da Fapeg investir R$ 24 milhões em três anos para viabilizar o projeto.

Saiba mais: Potencial da indústria de hidrogênio verde em Goiás

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