terça-feira, 18 de junho de 2024
Jardim Guanabara quer se consolidar como polo moveleiro

Jardim Guanabara quer se consolidar como polo moveleiro

O bairro de Goiânia já conta com lojas e pequenas fábricas, mas ainda não é reconhecido como um polo, segundo o Sindmóveis.

4 de junho de 2024

Estimativa de empresários afirma que a região de Goiânia conta com 300 pequenas indústrias e 200 lojas de móveis

O Jardim Guanabara tem potencial para se tornar um polo moveleiro de Goiânia. O bairro já conta com algumas lojas e fábricas, mas que ainda não podem ser reconhecidas como um polo, segundo o Sindmóveis.

Pedro Silvério, veterano com 42 anos de experiência no ramo, conta que tudo começou com a JL Móveis, fundada por quatro sócios. Logo em seguida, ele se juntou ao negócio e, com um sócio, abriu uma indústria na região.

Com o passar do tempo, pequenas indústrias fornecedoras surgiram e o leque de produtos foi ampliado. “Hoje, o polo se destaca pela fabricação de alta qualidade, com produtos de primeira linha”, ressalta Pedro.

De acordo com o empresário, a região conta com 300 pequenas indústrias e 200 lojas. É responsável por mais de 700 empregos diretos e atrai entre 500 e 1 mil clientes em busca de móveis.

Faltam dados

Estes números, entretanto, não são reconhecidos pelo Sindmóveis. Para o sindicato, “há uma‎ concentração‎ de‎ pequenas‎ indústrias na‎ região‎ do‎ Jardim‎ Guanabara,‎ mas não‎ estão‎ organizadas‎ como‎ polo‎ moveleiro”.

Ainda de acordo com a entidade, o Estado conta com 1.860 empresas moveleiras em atividade, que geram cerca de 9,5 mil empregos diretos. Não há dados oficiais sobre o impacto das empresas localizadas no Jardim Guanabara para o Produto Interno Bruto (PIB) de Goiânia e Goiás.

Desafios e perspectivas

Apesar da força do setor, o Jardim Guanabara enfrenta alguns desafios. Segundo Pedro Silvério, um deles é a infraestrutura precária, com ruas estreitas e sem sinalização adequada. “Dia de final de semana, o trânsito fica impossível. Precisamos de um realinhamento das ruas e de placas indicativas para facilitar o acesso dos clientes”, afirma.

Outro desafio é a falta de mão de obra qualificada. O Senai já oferece cursos profissionalizantes para marceneiros, mas a demanda ainda é grande. “Precisamos de mais investimentos na formação de mão de obra”, defende.

Para o empresário, o polo tem potencial para crescer ainda mais e se tornar referência no segmento. “Brasília compra muito em Goiânia, principalmente no Jardim Guanabara. Precisamos aproveitar esse potencial para fortalecer ainda mais o setor”, afirma.

De olho no potencial do setor, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), lançou o Programa Cinturão dos Móveis. Inspirado no Cinturão da Moda, ele é destinado à indústria de móveis e foi criado na Região do Jardim Guanabara.

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