segunda-feira, 20 de abril de 2026
Desemprego permanece estável no Brasil

Desemprego permanece estável no Brasil

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, o menor nível desde 2012.

5 de março de 2026

A taxa de desemprego no Brasil manteve-se estável em 5,4% no trimestre encerrado entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Trata-se do menor nível da série histórica iniciada em 2012. O resultado repete o percentual observado no trimestre móvel anterior, de agosto a outubro de 2025. E reforça um cenário de estabilidade no mercado de trabalho brasileiro.

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5/3) pelo IBGE. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a taxa era de 6,5%, houve queda de 1,1 ponto percentual. Indicando avanço consistente na absorção de trabalhadores pela economia.

O contingente de pessoas desocupadas ficou em 5,9 milhões. O número permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou queda expressiva de 17,1% em relação ao mesmo período de 2025. O que significa 1,2 milhão de brasileiros a menos em situação de desemprego.

Ao mesmo tempo, a população ocupada atingiu 102,7 milhões de pessoas, também o maior patamar já registrado. O indicador permaneceu estável na comparação trimestral, mas cresceu 1,7% no acumulado de um ano. Com 1,7 milhão de trabalhadores adicionais inseridos no mercado de trabalho.

O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas dentro da população em idade de trabalhar, ficou em 58,7%. Praticamente estável frente ao trimestre anterior (58,8%) e 0,5 ponto percentual acima do registrado um ano antes.

Força de trabalho

A força de trabalho brasileira, composta por pessoas ocupadas e desocupadas, somou 108,5 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro. Embora o indicador tenha permanecido estável frente ao trimestre anterior, registrou alta de 0,4% na comparação anual. O que representa mais 472 mil pessoas integradas ao mercado de trabalho.

Já o rendimento real habitual médio de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, alta de 2,8% no trimestre e de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. E a massa de rendimento real habitual, que representa o total de rendimentos pagos aos trabalhadores no país, atingiu R$ 370,3 bilhões.

Segundo a coordenadora da PNAD Contínua, Adriana Beriguy, o avanço da massa salarial está associado à combinação entre maior número de pessoas ocupadas e crescimento dos rendimentos médios. “O rendimento cresce tanto porque há mais trabalhadores com vínculos mais estáveis, como a carteira assinada, quanto dentro da informalidade, onde os ganhos também vêm aumentando”, explicou.

Beriguy destaca ainda que, apesar de janeiro tradicionalmente registrar redução de trabalhadores devido ao fim de contratos temporários, o impacto sazonal foi suavizado pelo desempenho positivo do mercado nos meses anteriores. “Embora a entrada do mês de janeiro tenda a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes pela dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento”, afirmou.

Veja também: Goiás tem a menor taxa de desemprego desde 2012

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