
A perda média de consumidores com golpes digitais chegou a R$ 10.699 no Brasil, um aumento de 60% em relação a 2024. O resultado representa uma mudança relevante em relação ao levantamento anterior, quando o prejuízo médio era de R$ 6.311. Ou seja, a perda média por fraude digital aumentou em 60%.
É o que revela o relatório de Tendências de Fraude de 2026 da TransUnion, ao destacar também que o prejuízo médio do consumidor no Brasil também está acima da média relatada globalmente de USD $1.671, o equivalente a R$ 9.307.
Vítimas
O relatório aponta ainda que, embora as vítimas dessas fraudes são pessoas de todas as classes sociais e de todas as idades, os jovens da Geração Z são os mais suscetíveis a sofrer perdas com esquemas de fraude baseados em confiança.
Isso se explica, principalmente, por que as pessoas nascidas entre 1997 e 2012, que compõem a também chamada de ‘geração de nativos digitais’, estão mais propensas a fazerem uso intensivo de plataformas de redes sociais, jogos on-line e criptomoedas pode contribuir para essa maior exposição ao risco.
Como resultado, 39% desses jovens afirmaram ter sido impactados por fraudes digitais no último ano — o maior índice observado entre todas as gerações.
Ligações telefônicas

O vishing – ligações telefônicas fraudulentas que induzem consumidores a revelar informações pessoais – foi apontado por 32% das pessoas entrevistadas como a maior causa de perda financeira por fraude. A prática consiste em simular contatos legítimos de instituições financeiras ou empresas para enganar consumidores.
A taxa supera a média global de 23%, indicando maior vulnerabilidade no mercado brasileiro a esse tipo de crime. Além disso, segundo o relatório, esquemas de uso de “laranjas” para movimentar dinheiro ilegal foram a segunda causa relatada por brasileiros que perderam dinheiro devido a fraude digital (19%), seguidos por invasão de conta (ATO) com 18%.
O resultado reforça que muitos golpes atuais exploram o fator humano, utilizando técnicas de persuasão, urgência e confiança para obter dados sensíveis ou induzir transferências financeiras. “Hoje, a fraude se disfarça de contato legítimo e fala com a vítima como se fosse uma empresa confiável”, afirma Wallace Massola, head de Soluções de Prevenção a Fraudes da TransUnion Brasil.
Taxa
De acordo com dados proprietários da rede global de inteligência da TransUnion, a taxa de suspeitas de tentativas de fraude digital³ analisadas no Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua e Porto Rico foi de 2,7% em 2025.
No entanto, o Brasil registrou uma taxa de 3,8%, colocando-se acima da média dos países latino-americaos analisados e entre os três principais mercados, entre eles a Nicarágua (12,5%) e a República Dominicana (6,5%).
“A prevenção de fraudes avançou, mas o Brasil ainda está longe de ser um cenário confortável. Embora os investimentos estejam contribuindo para uma leve redução nas suspeitas de transações fraudulentas em toda a região, o país ainda opera acima da média, reforçando que o desafio continua relevante e exige atenção constante”, afirma Wallace Massola, head de Soluções de Prevenção a Fraudes da TransUnion Brasil.