segunda-feira, 24 de agosto de 2026
“Para quem faz negócio no Brasil, a polarização é um enorme desafio”

“Para quem faz negócio no Brasil, a polarização é um enorme desafio”

A afirmação é de Felipe Nunes, CEO da Quaest, ao pontuar, durante palestra em Goiânia, que a polarização política passou a impactar diretamente empresas e marcas

24 de junho de 2026

Felipe Nunes: “Sociedades muito desenvolvidas são aquelas que têm também uma indústria forte”

“A polarização política deixou de ser apenas um fenômeno eleitoral e passou a impactar diretamente empresas e marcas”. A afirmação foi feita pelo professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e CEO da Quaest Pesquisa e Consultoria, Felipe Nunes, nesta quarta-feira (24), durante palestra na Casa da Indústria, em Goiânia.

A iniciativa faz parte de mais uma edição do projeto Brasil em Reflexão, iniciativa da Federação de Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), cuja abertura foi feita pelo presidente da entidade, André Rocha.  

Segundo ele, o consumidor está cada vez mais atento ao posicionamento público das organizações.  “Para quem faz negócio no Brasil, a polarização acaba sendo um enorme desafio”, afirmou ao destacar também que o comportamento do consumidor mudou e que fatores políticos passaram a influenciar decisões de compra.

“As pessoas param de ser aquele consumidor médio e passam a ser um consumidor muito mais segmentado, preocupado não só com o produto, mas com a posição e a reputação que as marcas têm diante do jogo político”, frisou.

Indústria

Para ele, a indústria precisa voltar ao centro do debate nacional, especialmente diante das transformações econômicas das últimas décadas. Destacou que a concorrência internacional, especialmente com a China, reforça a necessidade de discutir o papel estratégico da indústria para o desenvolvimento do país.

“Sociedades muito desenvolvidas são aquelas que têm também uma indústria forte, uma indústria que consegue pegar a matéria-prima da agricultura e transformar em um bem com valor agregado”, afirmou.

Temas essenciais

Felipe Nunes ressaltou que temas como saúde, educação e segurança são essenciais, mas defendeu que a importância da indústria para a economia brasileira também deve ganhar espaço nas discussões públicas.

“Se a gente vai discutir saúde, segurança e educação este ano, tomara que a gente também consiga discutir o papel e a importância que a indústria tem para a sociedade e para a economia brasileira”, frisou.

Posicionamento

Além disso, defendeu que a indústria exerça um papel ativo na promoção de discussões sobre os rumos do país, sem vinculação partidária. “A indústria tem o papel, de forma não partidária, de provocar o debate.”

Além disso, destacou que o setor pode contribuir para responder às preocupações das novas gerações em relação ao emprego, renda e qualidade de vida. “Os jovens estão olhando para o futuro e perguntando se terão uma vida melhor do que a dos seus pais.”

Públicos

Ainda durante a sua palestra, Nunes pontuou ainda o peso dos evangélicos na decisão eleitoral, por mais que seja um grupo que não tenha crescido com a mesma expressividade como na última década.

Manifestou ainda a preocupação do eleitor independente que se concentra na economia e também na segurança pública. “Hoje esse eleitor olha para as candidaturas e ainda não encontra uma perspectiva propositiva de futuro”, afirma. 

Para Felipe Nunes, os debates televisivos terão papel central na definição da corrida eleitoral. Segundo ele, serão nesses momentos que os candidatos precisarão apresentar diferenças concretas e enfrentar adversários diretamente. “Estou realmente muito curioso para ver como a opinião pública vai reagir ao debate, que é o lugar do confronto desses nomes”, afirmou.

Indústria forte

André Rocha: “Nós temos o desafio de reindustrializar o Brasil”

“Não existe economia forte sem uma indústria forte.” A afirmação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, marcou a abertura de mais uma edição do projeto Brasil em Reflexão, realizada na quarta-feira (24/06), na Casa da Indústria, em Goiânia.

“Nós temos o desafio de reindustrializar o Brasil. Quando existe uma indústria forte, toda a sociedade é beneficiada. A indústria gera empregos de melhor qualidade, fortalece a renda e contribui para o desenvolvimento econômico”, frisou.

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