A SJ começou pequena, com um investimento de apenas R$ 500 nos anos 80. Atualmente possui uma moderna e eficiente fábrica.

A arte é um bom negócio em Goiás, como mostra o empreendedor goiano Pablo Smiljanic. O empresário tem mais de 40 anos de experiência produzindo instrumentos musicais artesanais e exclusivos. E já montou peças para nomes famosos.
Entre os que já possuem instrumentos da SJ, marca de Pablo, estão Gustavo Lima, que tem seis guitarras da marca. Além de Fernando Zor (Fernando e Sorocaba), que tem duas, PJ do Jota Quest, músicos do Xitãozinho e Xororó, entre outros.
Além da fabricação das guitarras e dos contrabaixos especiais, a SJ Guitar Bass faz serviços de manutenção e reparo de instrumentos, como regulagem, troca de trastes, revisão de parte elétrica, pintura e instalação de componentes.
A SJ começou pequena, com um investimento de apenas R$ 500,00 nos anos 80. Atualmente possui uma moderna e eficiente fábrica. De acordo com o empreendedor, esse é um dos grandes diferenciais da marca.
“Nosso bom gosto e experiência nos diferenciam. Tenho 40 anos em confeccção e conserto de instrumentos. Também temos todas as ferramentas necessárias. Hoje tenho mais de R$ 1 milhão investidos em equipamentos entre maquinário, tecnologia e ferramentas de mão”, afirma ao EMPREENDER EM GOIÁS.
Por conta da exclusividade e qualidade, além dos materiais utilizados, as guitarras e contrabaixos da SJ possuem valor médio entre R$ 16 mil a R$ 18 mil. Pablo conta que, além de produzir para brasileiros, também tem pedidos da França, Japão e, principalmente, Estados Unidos.
Pablo começou sua jornada em 1985, quando queria muito ter uma guitarra mas sua mãe não tinha condições para comprar uma.
“Eu comecei a fazer um instrumento musical devido à vontade de ter e não ter o dinheiro para comprar. A primeira não ficou boa, não funcionou bem. A segunda já começou a ficar melhor, até que num certo momento uns amigos quiseram comprar aquela guitarra que eu produzi. Então, percebi que estava no caminho certo”, diz.
Com o passar dos anos, Luthier foi aprimorando suas habilidades e começou a fazer consertos e também fabricações. A necessidade de um jovem que queria tocar e não tinha condição deu lugar a uma visão empresarial. A família pressionou muito para que fizesse medicina, mas ele decidiu empreender na área da luthieria.
A marca tem recebido muitos novos clientes através de pesquisas na internet e por indicação. O desejo é atender esses novos clientes e continuar expandindo. “Queremos atender muito bem os novos clientes trazendo solução prática para a necessidade de cada um e também lançar novos modelos de guitarras e baixos”, afirma Pablo.
O Luthier está desenhando novos modelos de guitarras, que se chamarão Angus. Ademais, os modelos de contrabaixo SJ Cezion e SJ Ágape, campeões de vendas da marca, ganharão uma nova versão em 2027. Essa nova versão será “headless”, formato sem a parte da cabeça do instrumento que tem feito muito sucesso atualmente.