O educador físico João Júnior utiliza seus conhecimentos em educação física para ensinar cerca de 800 alunos

A Fly Parkour é uma escola goiana de parkour, modalidade onde os atletas superam obstáculos físicos como muros, vãos e escadas usando apenas o próprio corpo.
A escola conta com 800 alunos atualmente e quatro unidades, sendo três em Goiânia e uma em Florianópolis. A Fly Parkour tem 20 professores da modalidade e recebe desde crianças a partir dos 4 anos de idade até idosos com mais de 60 anos.
O fundador e proprietário é João Júnior, educador físico que desenvolveu um método próprio de ensinar o parkour. O negócio já tem dado resultados expressivos: De acordo com João, o faturamento da companhia chega aos R$190 mil por mês e supera os R$2,2 milhões por ano.
Além das academias próprias, a Fly tem um modelo de atuação dentro de instituições de ensino. Atualmente, está presente nas escolas Interamérica, Piaget e Highline, onde atende centenas de crianças através de uma metodologia adaptada ao contexto educacional.
“Acredito que o parkour vai muito além de saltar obstáculos. Ele ensina a enfrentar desafios, desenvolver autonomia, assumir responsabilidades, respeitar os próprios limites e acreditar na própria capacidade de evolução”, comenta o empreendedor.
Evolução
João começou a praticar parkour em 2009 e logo percebeu o potencial de transformação física e pessoal nos praticantes. Em 2011, juntamente com o ingresso na graduação de educação física, veio o desejo de criar um negócio baseado na modalidade.
Na época, as primeiras academias do tipo estavam surgindo no mundo e, em Goiânia, não havia uma estrutura do tipo.
Na faculdade, João usou o conhecimento adquirido para desenvolver uma metodologia própria de ensino do parkour, uma vez que não havia uma formação acadêmica específica para a modalidade.
“Esse processo resultou na criação de uma metodologia própria e de um manual pedagógico estruturado, organizando o ensino do parkour de forma progressiva, segura e acessível para alunos de diferentes idades e níveis de experiência”, conta o empresário.
Em 2019, juntamente com sua esposa e sócia Sarah Helena, João fundou a Fly Parkour com um investimento inicial baixo. Usando recursos vindo das atividades como personal trainer, o casal comprou os primeiros equipamentos para a primeira unidade.
Quando veio a pandemia, o negócio floresceu. Como as crianças passaram muito tempo restritas em suas casas, a demanda por atividades físicas aumentou muito. Muitos pais buscaram atividades que proporcionassem desenvolvimento motor, autonomia e socialização, e encontraram no Parkour a solução.

Estrutura
Hoje, a unidade matriz atende 300 crianças e passou por uma recente ampliação que aumentou sua capacidade para 500 alunos. A unidade localizada no Jardim Goiás, aberta em 2021, atende aproximadamente 200 crianças.
Em 2024, houve a inauguração da unidade do Parque Amazônia, que também atende mais de 200 alunos. Em julho de 2025, a empresa abriu uma unidade em Florianópolis. Em seu primeiro ano de funcionamento, a unidade já atende mais de 100 crianças.
Os locais contam com colchões, tatames e equipamentos específicos para os alunos, que estão sempre acompanhados por professores capacitados. Ao longo dos anos, João desenvolveu um programa próprio de formação de professores, baseado na experiência prática, nos princípios da Educação Física e na metodologia exclusiva da Fly Parkour. Todos os professores atuais foram formados internamente.
O modelo de ensino tem sido proveitoso até mesmo para pessoas neurodivergentes. “Nos últimos anos, também observamos um crescimento expressivo na procura pelo parkour por famílias de crianças neurodivergentes, incluindo crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e outras condições do neurodesenvolvimento”.
Segundo ele, a metodologia inclusiva respeita as características de cada aluno, oferecendo desafios compatíveis com seu momento de desenvolvimento.
Futuro
De acordo com o proprietário, o futuro da empresa passa pela expansão nacional. “Nosso objetivo para os próximos anos é continuar expandindo essa missão. Queremos levar a metodologia da Fly Parkour para cidades que ainda não possuem uma escola especializada em parkour, tornando a modalidade acessível a um número cada vez maior de pessoas”, comenta.