terça-feira, 1 de setembro de 2026
Piracanjuba vai operar produtos da Complem

Piracanjuba vai operar produtos da Complem

Grupo e cooperativa anunciaram parceria envolvendo produção de leite, industrialização de produtos e administração da marca Compleite

1 de setembro de 2026

O acordo será viabilizado por meio do arrendamento dos ativos industriais de produção de leite e da Compleite

A Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Vale do Paranaíba (Complem) informou que a ação ocorre diante das transformações do mercado e da necessidade de acompanhar um ambiente cada vez mais competitivo.

O acordo será viabilizado por meio do arrendamento dos ativos industriais de produção de leite e da Compleite.

No novo modelo, o grupo Piracanjuba será o responsável pelas operações dos laticínios da Complem, incluindo a industrialização e a comercialização dos produtos da marca Compleite. 

Já a cooperativa continuará à frente da captação do leite e da assistência técnica aos cooperados. A expectativa é que a Complem expanda alguns segmentos em que atua, como o da nutrição animal.

Todos os colaboradores atuais da cooperativa, que já produz há 48 anos, continuarão em suas funções. Os profissionais serão recontratados e permanecerão desempenhando suas atividades. 

Acordo

De acordo com o presidente da Complem, Sérgio Penido, as discussões sobre a parceria acontecem desde 2025. O acordo foi firmado com o objetivo de preservar os ativos, os empregos e a marca Compleite da cooperativa. 

O leite será destinado ao grupo para industrialização, com previsão de processamento de cerca de 300 mil litros por dia no Distrito Industrial de Morrinhos. As duas empresas permanecerão compartilhando o mesmo complexo industrial, onde há operação de lácteos, armazém de grãos e fábrica de nutrição animal.

Além disso, estão previstos investimentos na modernização da planta, atualização de equipamentos e expansão da capacidade de processamento. A expectativa é que o volume diário de leite processado dobre.

A transação ainda não está completa, pois está em análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Enquanto o órgão não aprova a parceria, as duas instituições permanecem atuando de forma autônoma.

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