domingo, 3 de maio de 2026
Energia solar supera R$ 300 bilhões em investimentos

Energia solar supera R$ 300 bilhões em investimentos

A energia solar já responde por 25,3% da matriz elétrica brasileira, segunda maior fonte de geração do país.

2 de maio de 2026

Os investimentos em energia solar no Brasil ultrapassaram R$ 300 bilhões e consolidaram a fonte como protagonista da transição energética nacional. Mesmo diante desse avanço histórico, o setor enfrenta um momento de desaceleração. Pressionado por entraves regulatórios, limitações de conexão à rede elétrica e incertezas sobre compensações financeiras para empreendimentos renováveis.

Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) mostram que a energia solar já responde por 25,3% da matriz elétrica brasileira. Assim, tornou-se a segunda maior fonte de geração do país. Ao longo da última década, o segmento também acumulou impacto relevante na economia, com mais de 2 milhões de empregos gerados e R$ 95,9 bilhões em arrecadação pública.

Apesar desse desempenho robusto, o ritmo de expansão perdeu força em 2025. A potência adicionada ao sistema caiu 25,6%, recuando de 15,6 gigawatts (GW) em 2024 para 11,6 GW no ano seguinte — sinalizando uma mudança de ciclo no setor.

Sinais de alerta

A desaceleração recente está associada principalmente a dois fatores estruturais: cortes na geração de energia excedente sem compensação financeira aos empreendedores e restrições técnicas na conexão de novos sistemas distribuídos às redes elétricas.

Na avaliação da Absolar, esses entraves já provocam efeitos concretos sobre a cadeia produtiva. Incluindo cancelamento de projetos, fechamento de empresas e redução do nível de emprego.

Mesmo assim, o país mantém uma base sólida instalada de 68,6 GW em operação. Com presença da tecnologia fotovoltaica em mais de 5 mil municípios brasileiros, o que evidencia o caráter descentralizado e capilar da fonte.

Prioridades

Segundo a presidente eleita do conselho da Absolar para o período 2026–2030, Barbara Rubim, a prioridade da entidade será destravar o crescimento sustentável da fonte por meio de ajustes regulatórios e incentivos tecnológicos.

Entre as medidas defendidas estão: regulamentação do armazenamento de energia elétrica no âmbito do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi); ampliação do mercado livre de energia; estímulo a tecnologias complementares, como baterias e hidrogênio verde; e adequações tributárias para viabilizar projetos híbridos e sistemas de armazenamento.

Segundo a associação, parte dessas mudanças pode ser implementada por decretos e portarias ministeriais, sem necessidade de tramitação legislativa no Congresso. O que abre espaço para avanços mais rápidos no curto prazo.

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